Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Família russa deportada dos EUA para Costa Rica continua em limbo

Família russa deportada dos EUA para Costa Rica continua em limbo legal e luta por reparação após detenção e tratamento considerado abusivo

Trump struck a deal with Costa Rica to receive people from third countries who were being deported from the US.
0:00
Carregando...
0:00
  • Um casal russo e o filho foram deportados dos EUA para Costa Rica após tentar pedir asilo, em fevereiro do ano passado, e ficaram detidos por cerca de dois meses no país.
  • Eles descrevem ter sido tratados como “bagagem” e enfrentaram confinamento e deslocamentos sem saber para onde iam, após a retirada do pedido de asilo nos EUA.
  • Em Costa Rica, passaram pelo centro de detenção Catem e enfrentaram condições crítica; organizações de direitos humanos questionaram a estadia prolongada.
  • Em junho, o tribunal constitucional costarriquenho reconheceu violação de direitos e determinou a libertação, assistência básica e possível indenização, embora o governo ainda não tenha pago compensação.
  • Hoje, a família vive em Monteverde com permissão humanitária de um ano (com possibilidade de prorrogação), trabalhando legalmente e estudando o filho, enquanto buscam reparação pelo tratamento recebido.

A família russa deportada dos Estados Unidos para Costa Rica permanece em limbo jurídico, quase um ano após o repatriamento sob a ordem de Donald Trump. O grupo, que incluía Alexander, sua esposa e o filho, buscava refúgio e compensação pelas violações durante a migração.

Eles foram enviados a Costa Rica em fevereiro, acompanhados de quase 200 migrantes de cerca de 20 países, muitos vindos da Ásia e África. Apesar de não serem criminosos, passaram dois meses em detenção no país anfitrião, conforme denúncias de organizações de direitos humanos.

Alexander, de 37 anos, vivia em São Petersburgo antes de sair em 2024 com a família. O marido e o filho enfrentaram consequências psicológicas após a detenção e o deslocamento forçado para Costa Rica, segundo relatos de advogados.

A decisão de enviar os deportados para Costa Rica ocorreu quando a administração Trump buscava reduzir fluxos migratórios, em meio a uma mudança de política de asilo nos EUA. O governo costarriquenho afirmou atuar como ponte para retorno, apesar das dificuldades dos migrantes.

Em Costa Rica, o grupo ficou no Catem, centro de acolhimento de migrantes em Puntarenas, onde enfrentaram condições precárias. Relatos apontam perda de peso, problemas de saúde e instabilidade emocional nos primeiros meses.

Em junho do ano passado, a Suprema Corte costarriquenha reconheceu que direitos dos deportados tinham sido violados, solicitando medidas de assistência e compensação. A decisão não foi acompanhada de pagamento imediato de indenizações.

Advogados do Global Strategic Litigation Council acionaram a Justiça costarriquenha para obter reparação e apoio social, incluindo educação e habitação, para os migrantes. O governo local contestou a decisão, citando controle da situação e tratamento digno aos deportados.

Atualmente, a família recebeu permissões humanitárias anuais para viver e trabalhar legalmente no país. Eles estão residindo na região de Monteverde, após conseguir empregos e matrículas escolares para o filho.

Alexander retomou a atividade de treinador físico, enquanto a esposa também encontrou trabalho em tempo integral. O filho, de oito anos, está matriculado em escola local e a família busca estabilidade a longo prazo.

O caso destaca tensões entre políticas de migração, direitos humanos e atuação de autoridades. Organizações defendem que Costa Rica não seja apenas destino, mas lugar que garanta proteção e reparação aos refugiados.

Fontes oficiais de Costa Rica e representantes legais acompanham o desenrolar do acordo de indenização, sem confirmação de pagamentos até o momento. O futuro da cooperação com os EUA permanece em avaliação pelas autoridades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais