- A Guarda de Fronteiras da Finlândia vai criar um centro de vigilância marítima no Golfo de Finlândia para evitar danos à infraestrutura submarina, em cooperação com estados bálticos e a Comissão Europeia.
- A iniciativa integra o plano da União Europeia para reforçar a segurança de cabos submarinos, com medidas preventivas como sensores no fundo do mar e uso de inteligência artificial para analisar tráfego em tempo real.
- O centro será implementado de forma gradual, aproveitando capacidades já existentes da Guarda e buscando financiamento da UE.
- Navios foram alvo de suspeitas de danos a cabos e gasodutos no Báltico; no’); começo de 2023 houve incidente com navio chinês, e as autoridades finlandesas apreenderam, em dezembro de 2024 e dezembro de 2025, os cargueiros Eagle S e Fitburg por suspeita de rompimento de cabos.
- O chefe de Segurança Marítima da Guarda, Mikko Hirvi, disse que o objetivo é obter informações em tempo real sobre desvios de velocidade ou trajeto de embarcações para prevenir incidentes futuros.
A Guarda de Fronteiras da Finlândia planeja criar um centro de vigilância marítima para evitar danos a infraestruturas submarinas críticas no Golfo da Finlândia. O projeto será desenvolvido em cooperação com outros estados do Báltico e a Comissão da UE, informou a instituição nesta segunda-feira.
O objetivo é reduzir riscos a cabos de energia, ligações de telecomunicações e oleodutos sob o fundo do mar, em um panorama de incidentes desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Em 2023, um navio chinês já foi apontado como envolvido em danos a gasoduto e cabos no leito marinho.
A iniciativa integra um plano de ação conjunto proposto pela Comissão Europeia e visa fortalecer a segurança das infraestruturas submarinas. Também prevê sensores no leito marinho, soluções de IA para monitoramento em tempo real e compartilhamento de informações sobre embarcações com aliados.
A implantação ocorrerá de forma gradual, aproveitando capacidades já existentes da Guarda de Fronteiras, e busca financiamento da UE. O esforço é visto como complemento a uma presença militar reforçada na região pela OTAN, com fragatas, aeronaves e drones navais.
Entre os fatores a serem monitorados estão desvios incomuns de velocidade ou trajeto de embarcações. O corregimento é liderado por Mikko Hirvi, chefe de Segurança Marítima da Guarda de Fronteiras, que destacou a importância de obter dados em tempo real sobre desvios de navios.
A Guarda de Fronteiras informou que, no último ano, o foco tem sido ampliar o fluxo de informações em tempo real com parceiros, para antecipar eventuais ameaças aos cabos e oleodutos submersos.
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