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Lula defende Conselho da Paz restrito a Gaza e não responde a convite

Lula defende restringir o Conselho de Paz a Gaza e não respondeu ao convite; Trump elogia relações e discute cooperação econômica bilateral

Reunião entre Donald Trump e Lula na Malásia, em 26 de outubro de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula e Donald Trump conversaram por telefone por cerca de cinquenta minutos sobre relações bilaterais e cooperação econômica.
  • Trump elogiou a evolução das relações e a perspectiva de crescimento das economias dos dois países; foram discutidas ações conjuntas contra crime organizado e lavagem de dinheiro.
  • Os dois discutiram a situação na Venezuela e defenderam a soberania dos países da região, destacando a importância de preservar a paz na América do Sul.
  • O tema central foi o convite de Trump para o Brasil integrar o recém-criado Conselho de Paz; Lula defendeu que a atuação do órgão fique restrita a Gaza e inclua representantes palestinos, para não enfraquecer a ONU.
  • O governo brasileiro ainda não respondeu oficialmente; a proposta tem recebido reações mistas no mundo, e ficou alinhada a uma visita oficial do presidente brasileiro à Casa Branca após viagens à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

Na manhã desta segunda-feira 26, Lula manteve ligação de cerca de 50 minutos com Donald Trump, presidente dos EUA. O tema central foi o novo Conselho de Paz apresentado pela Casa Branca para Gaza e cenários internacionais.

Segundo o governo brasileiro, Trump elogiou a evolução das relações entre Brasil e EUA e a perspectiva de crescimento das duas economias. Também foi discutida a cooperação no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com sinalização positiva de ambos os lados.

Os dois chefes de Estado trataram ainda da situação na Venezuela, destacando a importância da paz e da soberania dos países da região. Lula ressaltou que conflitos externos não colaboram para soluções estáveis na América do Sul.

Conselho de Paz

O ponto mais sensível da conversa foi o convite formal de Trump para que o Brasil integre o Conselho de Paz, criado pelo norte-americano e apresentado no Fórum de Davos. A proposta tem gerado dúvidas sobre autoridade e relação com a ONU.

O governo brasileiro não respondeu oficialmente ao convite até o momento. Diplomatas afirmam que a ideia está sendo analisada com cautela e que o eventual ingresso seria avaliado com cuidado para evitar desvio do papel da ONU.

Lula sugeriu que o Conselho de Paz tenha atuação restrita a Gaza e garanta assento para representantes palestinos, visando preservar o papel central da ONU. A medida também reflete cautelas com a criação de um fórum paralelo.

Diversos países, como Espanha e França, expressaram reservas ao convite, citando compromisso com o multilateralismo e a ONU. Lula já criticou publicamente a proposta, temendo uma virada em direção a uma nova organização sob controle dos EUA.

Além do tema, a conversa também tratou da organização de uma visita oficial do presidente brasileiro à Casa Branca, após as viagens a Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data ainda a confirmar.

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