- A administração de Donald Trump se opôs à expansão do uso de câmeras corporais por agentes de imigração e a cortes agressivos na fiscalização, pedindo ao Congresso reduzir em 75% o financiamento do programa.
- Em 2025, o governo também afastou quase todos os funcionários de três órgãos internos de fiscalização de imigração, diminuindo a capacidade de investigar abusos.
- O objetivo era manter o programa de câmeras da ICE com cerca de 4.200 aparelhos, mas reduzir a equipe de funcionamento de 22 para apenas três pessoas.
- Observadores apontam que câmeras presentes no tiroteio em Minneapolis, onde agentes mataram dois manifestantes, podem ajudar a contestar declarações oficiais sobre o ocorrido.
- Mesmo com câmeras em alguns locais, não está claro se os dispositivos estavam ativados durante os confrontos, e o DHS não comentou o assunto de imediato.
Donald Trump encerrou o impulso para ampliar o uso de câmeras corporais por agentes de imigração e reduziu o efetivo de supervisão, ao mesmo tempo em que deslocou milhares de agentes para cidades americanas, incluindo Minneapolis, onde ocorreram dois tiroteios que ceifaram a vida de manifestantes de cidadania americana em janeiro.
A administração também pediu ao Congresso que congelasse a expansão do programa de câmeras da ICE e cortasse em 75% o financiamento, em meio a um movimento que contrariava a tendência nacional de uso de câmeras nas forças de segurança. Em 2025, serviços comissários ficaram em licença remunerada, diminuindo a capacidade de investigação de abusos.
Darius Reeves, ex-diretor do escritório da ICE em Baltimore, afirmou que o piloto da câmera corporal em 2024, sob a gestão de Biden, foi interrompido sob Trump. O White House não comentou o assunto de forma direta.
Status das câmeras e fiscalização
Pelo menos três dos oito agentes da patrulha na cena do tiroteio de sábado usavam câmeras, conforme vídeo verificado pela Reuters. Não ficou claro se as câmeras estavam ativas ou se os agentes envolvidos estavam equipados.
Quando há casos de violência envolvendo agentes federais, autoridades do governo anterior costumam descrever as vítimas como agressoras, em vez de investigar apurações profundas. O orçamento de austeridade reforça o peso da fiscalização dessas ações.
O DHS informou que existem cerca de 22 mil agentes da ICE, embora haja divergência com dados oficiais sobre o contingente real. Em 2024, a ICE lançou o programa piloto de câmeras em cinco cidades: Baltimore, Buffalo, Detroit, Philadelphia e Washington DC.
Andamento legislativo e impactos
No orçamento de 2026, o governo federal propôs manter 4.200 câmeras da ICE, mas reduzir a equipe de apoio de 22 para três pessoas. O objetivo seria uma operação mais enxuta, com menor capacidade de expansão.
Uma proposta de financiamento foi rejeitada pela Câmara, controlada pelo Partido Republicano, mantendo cerca de 20 milhões de dólares para câmeras de ICE e da patrulha. O Senado ainda não aprovou o texto.
Scott Shuchart, funcionário da ICE durante a gestão de Biden, afirmou que câmeras nem sempre são levadas pelos agentes para fora da área normal de atuação, o que dificulta o monitoramento em deslocamentos nacionais.
Contexto institucional
A DHS não respondeu a solicitações de comentário. Em 2025, cerca de 300 trabalhadores de três escritórios de supervisão do DHS foram colocados em licença remunerada para apoiar a repressão de imigração, gerando críticas de democratas e organizações de direitos civis.
Ronald Sartini assumiu posições centrais em três delas, entre elas a de alegações de abuso em custódia de imigrantes. Em dezembro, apenas alguns funcionários permaneceram em cada serviço, com a OIDO registrando queda de quadro de funcionários.
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