- França passa a apoiar a inclusão do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na lista de organizações terroristas da União Europeia.
- A decisão contrasta com a posição anterior de cautela de Paris, que temia romper laços com o Irã.
- Os ministros de Exteriores da UE se reúnem em Bruxelas para aprovar sanções em resposta à repressão aos protestos no Irã.
- O IRGC exerce grande influência no Irã, controlando partes da economia, das forças armadas e programas de mísseis e nuclear.
- A mudança pode enviar um sinal político forte e afetar negociações com cidadãos europeus detidos no Irã, incluindo dois franceses que vivem na embaixada em Teerã após terem sido libertados no ano passado.
A França vai apoiar a inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) na lista europeia de organizações terroristas. A decisão ocorre enquanto ministros das Relações Exteriores da UE se reúnem em Bruxelas para aprovar novas sanções em resposta a repressão a protestos no país.
Até quarta-feira, Paris relutava em aderir ao grupo maioritário da UE, temendo ruptura com o Irã. A posição mudou diante da violência contra manifestantes, que já deixou centenas de mortos e milhares de presos, segundo relatos internacionais.
O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, em mensagem publicada na X. A presidência francesa já havia comunicado a mudança de posição. A IRGC controla áreas da economia e das Forças Armadas iranianas, além de estar ligada ao programa balístico e nuclear.
Mudança de posição da França
Várias vozes na UE defendiam a inclusão do IRGC na lista de terroristas, enquanto outros países eram mais cautelosos. A decisão visa simbolizar uma resposta contundente à repressão, bem como aos erros atribuídos à atuação internacional do grupo.
Fontes diplomáticas destacam que a medida pode impactar negociações com Teerã, inclusive coincidindo com a detenção de europeus em prisões iranianas. Do lado francês, há preocupação com o destino de dois cidadãos que estavam na embaixada do país em Teerã após terem sido libertados no ano anterior.
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