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Italianos protestam contra ICE na segurança das Olimpíadas de Inverno

Indignação na Itália com a participação do ICE na segurança das Olimpíadas Milão-Cortina 2026, gerando críticas políticas e dúvidas sobre soberania

Members of law enforcement gather, as tensions rise after federal law enforcement agents were involved in a shooting incident, a week after a U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) agent fatally shot Renee Nicole Good, in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 14, 2026. REUTERS/Leah Millis
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  • Agentes do ICE irão apoiar a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, mas as operações continuarão sob autoridade italiana e não haverá fiscalização de imigração fora dos EUA.
  • A confirmação gerou indignação na Itália, com críticas de autoridades locais e pedidos formais para barrar a participação do ICE no evento.
  • O prefeito de Milão, Beppe Sala, disse que o ICE não é bem-vindo e que a cidade pode cuidar sozinha da segurança.
  • O ministro do Interior italiano inicialmente minimizou, mas depois afirmou que o ICE não atuará em território italiano e que a segurança é responsabilidade do Estado italiano.
  • A oposição e alguns partidos lançaram abaixo-assinados, chamando a presença do ICE de inaceitável e destacando preocupações com direitos humanos e controle democrático.

A confirmação de que a Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do ICE irá atuar na segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 gerou protestos na Itália. O uso de apoio logístico foi indicado, mas operará sob a autoridade italiana e fora de atividades de fiscalização de imigração. A polêmica envolve a percepção de risco por parte do público e de autoridades locais.

A reação negativa ganhou força após incidentes recentes nos EUA, com mortes em Minneapolis atribuídas ao ICE e relatos de jornalistas italianos ameaçados durante coberturas relacionadas. As informações ressaltam a tensão entre cooperação internacional de segurança e salvaguardas de direitos humanos.

Reação de autoridades locais

O prefeito de Milão, Beppe Sala, criticou a participação do ICE, destacando que não há consentimento para a presença da agência no território. A posição dele reflete parte da comoção pública na cidade.

Posicionamento do governo italiano

O ministro do Interior iniciou com tom mais suave, sinalizando que a presença poderia ocorrer sem problemas, mas depois assumiu posição firme de que o ICE não atuará no país e que a proteção do evento fica sob o Estado italiano.

Críticas políticas e debates

A oposição vê a situação como contestável, com parlamentares e partidos pedindo que o governo impeça a participação do ICE. Alegam preocupação com direitos humanos e com a credibilidade das garantias italianas de segurança.

Contexto adicional

Relatos divulgados pela imprensa italiana indicam que o governo considerou, ao menos, bloquear a participação da agência, o que exigiria alterações em protocolos de proteção a autoridades estrangeiras. A tensão acompanha a aproximação da cerimônia de abertura.

Os organizadores locais reforçam que a segurança do evento será mantida pelo Estado italiano, sem alterações no planejamento de proteção das autoridades norte-americanas. A abertura dos Jogos está prevista para o começo de fevereiro.

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