- Rubio afirma que os EUA estão preparados para usar força se a liderança interina da Venezuela se desviar dos objetivos, em exame no Senado.
- O governo de Donald Trump diz que não há guerra com a Venezuela, que não há tropas no terreno e que a operação foi para auxiliar a aplicação da lei, apesar do grande deslocamento militar na região.
- A Câmara quase derrotou uma proposta de ato de prerrogativas de guerra; democratas criticam o uso de poder executivo, enquanto a maioria republicana apoia as ações.
- Rubio defenderá objetivos do governo, como abrir o setor de energia venezuelano a empresas norte‑americanas, facilitar acesso à produção e usar receitas de petróleo para comprar produtos dos EUA, encerrando subsídios de exportação para Cuba.
- Delcy Rodríguez, chefe do governo interino, mantém canais de comunicação com Washington e sinaliza cooperação; Rubio disse que ela tem interesse próprio alinhado aos objetivos dos EUA.
A Administração Trump sinalizou que pode ampliar ações militares contra a Venezuela caso o governo interino não cumpra as metas esperadas, afirmou Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, em depoimento preparado para o Senado. Segundo o texto, não há guerra declarada, e os líderes venezuelanos cooperam, mas o uso de força permanece uma opção.
Rubio argumenta que não há tropas americanas no terreno e que a operação foi voltada para auxiliar as autoridades de aplicação da lei. O titular destaca que a captura de Nicolás Maduro, no início deste mês, não configura ocupação e reafirma a disposição de agir para manter a cooperação.
A defesa de Trump inclui a remoção de Maduro para enfrentar acusações de tráfico de drogas nos EUA, ataques a embarcações suspeitas de contrabando drogas e o confisco de navios-tanque com petróleo venezuelano, conforme o depoimento preparado.
Contexto diplomático
O congressista republicano também garantiu que não houve guerra contra a Venezuela e que não houve ocupação territorial. Não foi indicado envolvimento de tropas terrestres dos EUA no país, apenas uma operação de apoio a autoridades locais.
Maduro nega as acusações e afirma ser o presidente legítimo da Venezuela. Ele declarou ter sido capturado, mas mantém posição de oposição frontal às ações americanas, segundo relatos recentes.
Reação do Congresso
Partes do Congresso contestaram as ações. Democratas alegam que o poder executivo excedeu sua autoridade, enquanto a maioria dos Republicanos apoia as medidas como exercício legítimo de poder presidencial. A Casa tem aprovado, por poucos votos, instrumentos para o uso de força, sem enviar tropas ao território venezuelano.
Figuras da oposição discutem se a operação para remover Maduro valeu o investimento, considerando que a maior parte de seus antigos assessores continua no poder. Juristas e analistas avaliam o custo financeiro e político das operações.
Rodríguez, atual líder interina venezuelana, reconheceu canais de comunicação com Washington. Washington espera que Delcy Rodríguez coopere com as metas de ampliar o setor energético aos EUA, facilitar o comércio e reduzir exportações subsidiadas para Cuba, entre outras medidas.
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