- Caminhoneiros dos Bálcãs mantêm bloqueios em terminais de carga nas fronteiras com a União Europeia pelo quarto dia, pedindo que a UE ajuste regras que aumentam custos em centenas de milhões de euros.
- Países envolvidos: Bósnia, Montenegro, Macedônia do Norte e Sérvia protestam contra a aplicação mais rígida do sistema de entrada e saída, que implica detenção e deportação por ultrapassar limites de visita ao Schengen.
- No cruzamento de Batrovci, entre Sérvia e Croácia, há fila de caminhões de aproximadamente um quilômetro, afetando o corredor que liga a UE ao Turquemenistão, Orient e Médio Oriente; 93% das exportações dos quatro países estariam bloqueadas, com dano diário de cerca de 92 milhões de euros.
- Empresas sediadas na UE que operam na região também sofrem, com penalidades diárias entre 10 mil e 50 mil euros por não atenderem clientes.
- Montenegro enviou carta ao chefe de expansão da UE, Marta Kos, pedindo consideração às necessidades diárias dos transportadores montenegrinos; o bloqueio no porto de Bar foi parcialmente suspenso, em meio a temores de desabastecimento de combustível.
Truck drivers dos Bálcans Ocidentais mantêm bloqueios a terminais de carga nas fronteiras com a União Europeia pelo quarto dia, enquanto governos regionais pedem flexibilização das regras que, segundo eles, elevam custos em centenas de milhões de euros. A paralisação envolve Bósnia, Montenegro, Macedônia do Norte e Sérvia.
Os caminhoneiros protestam contra a implementação mais rígida do sistema de entrada e saída da UE, que prevê detenção e deportação para quem exceder limites de visão de Schengen. A mobilização afeta o principal corredor que liga a UE a o Oriente Médio e a Turquia. Em Bar, Montenegro, a adesão de caminhoneiros à manifestação provocou preocupação com desabastecimento de combustível.
Em Bar, Montenegro e Batrovci
Na fronteira de Batrovci, entre Sérvia e Croácia, uma fila de caminhões estende-se por cerca de uma milha, bloqueando o acesso ao terminal de carga. Segundo o presidente da Câmara de Comércio da Sérvia, Marko Čadež, 93% das exportações dos quatro países permanecem paralisadas, gerando dano diário estimado em 92 milhões de euros.
Empresas com operações na região também sofrem impactos. Para cada companhia, perdas diárias variam entre 10 mil e 50 mil euros por não atender clientes, indicou Čadež à Reuters em Belgrado. Na prática, o bloqueio trava o fluxo de mercadorias para a UE e vice-versa.
Reações e próximos passos
Na véspera, o bloco europeu sinalizou estudo de uma nova estratégia de vistos para profissionais altamente móveis, incluindo caminhoneiros, esportistas e artistas, enquanto as concessions continuam sob negociação. Um dia depois, a presidência de Montenegro enviou carta ao chefe de ampliação da UE, Marta Kos, pedindo consideração às necessidades diárias dos transportadores montenegrinos.
Apesar das promessas de solução, o setor segue sob pressão. Em Bar, o bloqueio anterior ao porto Adriático provocou temores de desabastecimento, ainda que tenha sido temporariamente suspenso. A Sérvia busca uma reunião com a Comissão Europeia para discutir soluções como vistos especiais ou permissões específicas.
A situação permanece em aberto: autoridades esperam propostas da Comissão Europeia para reduzir custos, facilitar operações logísticas e encerrar os bloqueios que já duram quatro dias. No momento, não há confirmação de data para o fim das medidas.
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