- O desastre ocorreu perto de Adamuz, no sul da Espanha, envolvendo dois trens de alta velocidade e resultando em quarenta e cinco mortes.
- Familiares afirmou buscar a verdade para entender o que aconteceu, durante uma missa fúnebre em Huelva, com a presença do Rei Felipe VI e da Rainha Letizia.
- O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o ministro dos Transportes Oscar Puente não participaram do serviço.
- Autoridades indicaram que houve uma fratura na via antes da derailação, com a lacuna entre os trens passando de nove a vinte segundos.
- O governo enfrenta questionamentos sobre investimentos em manutenção da ferrovia após o acidente, em uma semana marcada também por outra morte de um motorista de trem na Catalunha.
O acidente ocorreu na véspera da manhã de 18 de janeiro, quando dois trens de alta velocidade colidiram próximo à vila de Adamuz, no sul da Espanha. O desastre deixou 45 mortos, entre passageiros e trabalhadores, e uma grande quantidade de feridos.
Relatos de familiares apontam que, durante o funeral em Huelva, ainda havia sobreviventes com ferimentos visíveis. O rei Felipe VI e a rainha Letizia estiveram presentes no serviço memorial, que reuniu parentes das vítimas.
O governo enfrenta críticas sobre investimentos na manutenção da rede ferroviária, com questionamentos sobre falhas no sistema. O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o ministro dos Transportes, Oscar Puente, não participaram da cerimônia.
Investigação aponta falha na via antes da colisão
Autoridades disseram que uma falha na via parece ter ocorrido antes da derrapagem de um dos trens, que viajava de Málaga para Madrid. O segundo trem, que seguia no sentido oposto para Huelva, atingiu o anterior cerca de 20 segundos depois. A diferença de tempo entre os trens pode ter ficado entre 9 e 20 segundos, conforme as informações preliminares.
Familiares dos 45 mortos repetiram o desejo de conhecer a verdade sobre o acidente, destacando que o esclarecimento é visto como essencial para a reparação das feridas. A apuração continua, com veículos de imprensa e investigadores oficiais atualizando dados à medida que surgem novas evidências.
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