- Agentes da Agência de imigração e alfândega dos Estados Unidos (ICE) vão integrar a delegação norte‑americana nas Olimpíadas de Inverno em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.
- Segundo a ICE, a função deles é avaliar e mitigar riscos de organizações criminosas transnacionais, e não realizar operações de cumprimento de leis.
- O evento é conhecido como Jogos de Milão‑Cortina d’Ampezzo.
- A reação na Itália tem sido de confusão e indignação, com o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, dizendo que os agentes seriam mal‑vindos e chamando a iniciativa de “milícia que mata”.
- A análise sobre o papel da ICE na comitiva é feita pelo repórter do Guardian, Jakub Krupa, conforme o contexto da repressão migratória nos EUA.
Uma unidade da Immigration and Customs Enforcement (ICE) dos Estados Unidos viajará com a delegação norte-americana aos Jogos de Inverno na Itália, em Milão e Cortina d’Ampezzo. A presença é alvo de críticas e dúvidas entre autoridades locais.
Segundo a ICE, os agentes atuarão para vetar e mitigar riscos de organizações criminosas transnacionais, sem atuar em operações de fiscalização durante o evento. A função é voltada a avaliação de riscos e proteção de participantes e infraestrutura.
O anúncio ocorreu em meio a controvérsias sobre a política de imigração norte-americana, que envolve ações de endurecimento de fronteiras. A cidade anfitriã, Milão, já sinalizou desaprovação à participação dos agentes. O prefeito Giuseppe Sala afirmou que a presença seria indesejada na cidade.
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