- Trump assinou, em 29, uma ordem executiva que permitiria impor tarifas a países que vendam petróleo a Cuba.
- A tarifa seria ad valorem e não especificada, baseada em um estado de emergência por suposta ameaça à segurança dos EUA.
- Washington acusa Cuba de se alinhar a Russia, China, Irã, Hamas e Hezbollah e de apoiar atores hostis aos Estados Unidos.
- A medida sinaliza pressão sobre Havana em meio a acusações de desestabilizar a região por imigração e violência e de promover ideias comunistas.
- O movimento ocorre enquanto Cuba enfrenta crise energética e já dependeu do petróleo venezuelano; nos anos mais recentes, o setor petrolífero da Venezuela ficou sob controle dos EUA após avanços envolvendo Maduro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na quinta-feira 29 autorizando tarifas aos países que vendam petróleo para Cuba. A medida baseia-se em um estado de emergência declarado por Washington, considerado uma ameaça à segurança nacional.
A Casa Branca afirma que as tarifas poderiam ser aplicadas de modo ad valorem sobre as importações de petróleo provenientes de países que forneçam combustível a Cuba. O texto não especifica o valor das tarifas.
Washington acusa o governo cubano de se alinhar com diversos países e organizações consideradas hostis, citando Rússia, China, Irã, Hamas e Hezbollah. O governo americano sustenta que Cuba desestabiliza a região por meio de imigração e violência.
O anúncio ocorre em meio a uma pressão histórica sobre Havana, que já enfrenta um embargo econômico dos EUA desde 1962. A ilha enfrenta uma situação energética precária há pelo menos três anos, com interrupções na geração de energia elétrica.
Contexto e possíveis desdobramentos
A medida retoma o tom de endurecimento sobre Cuba adotado pelo governo americano, que em semanas anteriores informou não haver expectativa de novos acordos para fornecimento de petróleo sem negociações com autoridades cubanas.
A captura de Nicolas Maduro e o controle do setor petrolífero venezuelano, segundo a narrativa apresentada, reforçam o cenário de restrições ao abastecimento de Cuba, historicamente dependente de importações de combustível. O impacto provável envolve custos adicionais para o comércio externo envolvendo Cuba e seus parceiros.
Cuba já enfrenta limitações de energia e centraliza esforços em manter o abastecimento, com reflexos diretos na geração de eletricidade e no cotidiano da população. As autoridades cubanas não divulgaram, até o momento, dados oficiais sobre o efeito da nova política norte-americana.
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