- Trump assinou uma ordem executiva para criar base de tarifas sobre bens de países que fornecem petróleo à Cuba, aumentando a pressão para derrubar o governo comunista.
- A ação declara estado de emergência nacional e prevê um processo para que os secretários de Estado e Comércio avaliem tarifas aos países que vendem petróleo à ilha.
- O governo americano ainda não divulgou as taxas de tarifa para violação da nova política de bloquear o abastecimento de petróleo a Cuba.
- Washington cita ligações da ditadura cubana com potências hostis, como Rússia, Hamas e Hezbollah, para justificar a nova política.
- Cuba depende de importações de petróleo, com histórico de fornecimento de México e Venezuela; as visitas turísticas caíram diante da crise econômica e das sanções.
O presidente Donald Trump assinou na quinta-feira uma ordem executiva que estabelece bases para a cobrança de tarifas sobre bens originários de países que forneçam petróleo a Cuba. A medida cria um estado de emergência nacional e define um processo para que os secretários de Estado e de Comércio avaliem tarifas contra países que vendam petróleo à ilha. Ainda não foram divulgadas tarifas específicas.
Segundo o governo, a ação visa pressionar o governo cubano, citando supostas ligações da ditadura cubana com potências hostis. O comunicado oficial informa que essas relações representam uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos EUA, exigindo resposta imediata para proteger cidadãos e interesses americanos.
Cuba é uma economia dependente de importações, com cerca de 8 milhões de habitantes e PIB de aproximadamente 85 bilhões de dólares. A gestão cubana tem enfrentado restrições de abastecimento de petróleo após pressões dos EUA que afetaram o acesso a parceiros tradicionais.
Antes da divulgação da ordem, a administração tem feito ask-ups com outros países para interromper o fornecimento de petróleo a Cuba. Em relação à produção mexicana, autoridades confirmaram que o Pemex continuará cumprindo contratos com Havana, podendo oferecer petróleo por razões humanitárias, conforme declarações feitas em breve conferência de imprensa.
A dependência de Cuba de petróleo externo vinha de diversas origens, com a Venezuela historicamente sendo fornecedora expressiva. Relatórios indicam que Cuba reduziu volumes e que parte do petróleo venezuelano era revendido, complicando ainda mais o cenário energético do país.
Do lado externo, a atmosfera de pressão envolve discussões com o México sobre o papel do Pemex. A administração argumenta que medidas são necessárias para conter a crise econômica cubana e sua capacidade de financiar atividades externas.
A situação econômica cubana vem se agravando, com racionamento de gasolina e limites de eletricidade. Estimativas apontam que o estoque de petróleo do país pode durar apenas algumas semanas, elevando a sensibilidade de políticas energéticas. Além disso, o turismo registrou queda em meio à crise econômica e a postura dos EUA frente ao regime cubano.
Ao longo da semana, autoridades estimaram que a mudança de cenário energético externo impacta diretamente a capacidade cubana de manter o fluxo de bens e serviços para a população, enquanto setores do governo americano descrevem a medida como parte de uma estratégia mais ampla para alterar a conjuntura política em Cuba.
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