- Um comitê technocrata liderado pelo engenheiro palestino Ali Shaath comandará a reconstrução de Gaza, com início na próxima semana.
- O planalto envolve uma coordenação internacional, com apoio da Organização das Nações Unidas e participação de tropas de vinte países via o Centro de Coordenação Civil-Militar.
- Prioridades iniciais: consertar redes de esgoto e água e remover 60 milhões de toneladas de escombros; avançar na desmilitarização da região, começando pelos mísseis e armas pesadas.
- O plano prevê desarmamento em duas etapas, além da entrega de mapas de túneis e o fechamento de fábricas de armamentos; amnistia e reintegração estariam vinculadas a recompensas por desarmamento.
- O projeto de reconstrução envolve investimento estimado em cerca de 25 bilhões de dólares, criação de mais de 500 mil empregos e envolve parceiros como Egito, Catar, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O texto descreve um movimento técnico para a reconstrução de Gaza, liderado por um comitê civil-militar que busca organizar o território após anos de conflito. O principal responsável é Ali Shaath, engenheiro civil palestino, que assume a presidência do comitê técnico que, na próxima semana, iniciará o processo de reconstrução. A iniciativa decorre de uma apresentação em Davos, Suíça, organizada pelo estrategista político Jared Kushner, ex-assessor de Donald Trump.
O objetivo central é reconstruir infraestruturas e instituições, além de desmilitarizar o território sob controle de Hamas. A criação do Board of Peace oferece uma estrutura de governança transicional, com apoio de uma coalizão internacional e participação de membros de várias frentes regionais. A presença de Shaath é apresentada como um passo para transformar intenções em ações concretas.
Plano e participação internacional
Em Davos, o Board of Peace destacou que a reconstrução envolve reparos de redes de água e saneamento, além da remoção de milhares de toneladas de escombros. O projeto prevê emprego para dezenas de milhares de pessoas e a transferência de responsabilidades políticas e militares de Hamas para uma autoridade governante. O anúncio defende uma desmilitarização em duas etapas, com uso de mapas de túneis e desativação de instalações de armas.
A coordenação envolve uma base de operações próxima a Gaza, além de uma central de comando na região leste de Gaza, operada pelos EUA e companheiros de várias nações, incluindo missões de vigilância com drones. A meta é assegurar a entrega de ajuda humanitária, que já chega a milhares de caminhões por semana, e promover auditorias e controles para a implementação do projeto.
A participação internacional inclui o envolvimento de Egito, Qatar, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, com apoio de representantes da comunidade internacional e do Conselho de Segurança da ONU. Especialistas independentes ressaltam que a iniciativa representa uma mudança de abordagem, da dependência de ações isoladas para uma implementação sistemática.
A expectativa é que o plano, ainda em estágio inicial, dependa de compromissos para a criação de um ambiente com monopólio do uso da força por uma autoridade governante, além de uma transição organizada que vise reformas políticas em Gaza. Fontes próximas do processo indicam que, se bem-sucedido, o projeto poderá atrair investimento significativo e gerar dezenas de milhares de empregos.
Author Luís Ignatius, reconhecido correspondente, aponta que a atuação busca superar a falta de continuidade observada em políticas anteriores, com um foco maior na execução prática. Observadores de Washington destacam que o envolvimento militar dos EUA, com coordenação de Centcom, é visto como elemento crucial para monitorar a implementação e facilitar a distribuição de ajuda.
Este artigo foi originalmente publicado em uma edição especializada e republicado neste portal como parte de uma série de trabalhos sobre o tema.
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