- Argentina decretou estado de emergência por incêndios na Patagônia, com mais de quarenta e cinco mil hectares destruídos desde o início do ano.
- O decreto abrange as províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa para facilitar o envio de recursos de prevenção e combate às chamas.
- Governadores pediram ferramentas excepcionais diante da magnitude dos incêndios, em meio a reduções de recursos para prevenção de desastres.
- O governo liberou cem bilhões de pesos para bombeiros voluntários e para a Agência Federal de Emergências, enquanto críticas aumentam sobre cortes de financiamento ambiental.
- Los Alerces, parque em Chubut, é o foco principal, com cerca de vinte mil hectares queimados, seguido por incêndio que atinge cerca de vinte e dois mil hectares entre Puerto Patriada e Epuyén.
O governo da Argentina decretou estado de emergencia por incêndios na Patagônia. A medida abrange as províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa, visando facilitar envio de recursos para prevenção e combate às chamas. O anúncio foi feito pelo chefe de Gabinete Manuel Adorni.
Desde o início do ano, os incêndios já destruíram mais de 45 mil hectares de florestas na região. Governadores patagônicos haviam pedido ferramentas excepcionais para enfrentar a crise, em meio a mudanças climáticas e queda de verbas para prevenção de desastres.
A atuação federal retaliou com a liberação de 100 bilhões de pesos a bombeiros voluntários e à Agência Federal de Emergências, para aquisição de equipamentos e insumos.
Contexto financeiro e ambiental
Organizações ambientais têm apontado cortes de verba para prevenção e manejo do fogo, o que reduz oportunidades de resposta rápida. Dados da Farn indicam redução significativa de orçamento aprovado pelo Congresso para 2026.
O Parque Nacional Los Alerces é o principal foco de fogo, com cerca de 20 mil hectares incendiados. O fogo teve início por queda de raio em dezembro e avançou para áreas residenciais do norte de Cholila.
Outro foco significativo ocorre em Chubut, entre Puerto Patriada e Epuyén, abrangendo aproximadamente 22 mil hectares e ameaçando casas na região. O Serviço Nacional de Manejo do Fogo mantém alerta vermelho.
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