- A China retirou as sanções impostas a seis deputados e pares britânicos em exercício, sinalizando o aquecimento das relações após a visita de Keir Starmer a Pequim.
- Starmer confirmou a retirada imediata das sanções aos parlamentares em exercício.
- Não está claro se as sanções também serão levantadas para o acadêmico, o barrister e o ex-MP conservador que deixaram o parlamento na última eleição.
- Em 2021, nove cidadãos britânicos foram proibidos de entrar na China, Hong Kong e Macau, com ativos congelados e restrições a negócios com chineses.
- Os quatro governantes sancionados em 2021 incluíam cinco deputados conservadores e dois pares; a ação foi uma retaliação aos danos atribuídos aos uigures na Xinjiang.
China confirmou a retirada das sanções impostas a seis membros ativos do Parlamento britânico e a dois pares, sinalizando aquecimento nas relações após viagem de Keir Starmer a Pequim para conversas com Xi Jinping. A medida é imediata e não requer negociações adicionais.
Starmer afirmou, em entrevistas na China, que as restrições a parlamentares em atividade deixaram de valer. Ele acrescentou que Xi Jinping indicou que todos os parlamentares são bem-vindos, reforçando a ideia de normalização diplomática.
Ainda não está claro se as sanções contra um ex-Tory MP que se afastou do Parlamento, uma acadêmica e um barrister serão mantidas ou também retiradas. O Guardian informou que a China avaliava as sanções desde 2024.
Detalhes das sanções
As sanções de 2021 atingiram nove cidadãos britânicos, incluindo cinco deputados conservadores e dois pares. Eles ficaram proibidos de viajar para China, Hong Kong e Macau, tiveram bens congelados e restrições a negócios com entidades chinesas.
Entre os parlamentares sancionados estavam Iain Duncan Smith, Tom Tugendhat, Nusrat Ghani, Neil O’Brien e Tim Loughton. Entre os pares estavam David Alton e Helena Kennedy. Alguns integram a Inter-Parliamentary Alliance on China.
Antes da confirmação, sete parlamentares cobraram que a sanção não fosse usada como moeda de troca para benefício de outros; pediram justiça para os Uyghures e solidariedade com organizações da sociedade civil.
Acesso a docentes e pesquisadores ligados aos Uyghurs também foi alvo das sanções: Jo Smith Finley, pesquisadora da Newcastle University, e Geoffrey Nice KC, que conduziu o tribunal Uyghur, permanecem sancionados.
Contexto internacional
As sanções britânicas de 2021 foram vistas como retaliação a violações de direitos humanos no Xinjiang. Em abril, a China já havia retirado sanções de cinco membros do Parlamento Europeu e de uma subcomissão de direitos humanos do Parlamento Europeu, parte de esforço para reativar negociações comerciais com a UE.
O retorno de relações mais brandas ocorre em meio a uma ofensiva diplomática de Pequim para reatar acordos comerciais e estreitar laços com a União Europeia, após tensões anteriores.
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