- China pretende levantar as restrições impostas a um grupo de deputados britânicos, anunciou o primeiro-ministro Keir Starmer durante sua visita de quatro dias à China.
- Starmer afirmou ter discutido o assunto com o presidente Xi Jinping, que teria respondido que “as restrições não se aplicam mais”.
- Segundo Starmer, isso significa que todos os parlamentares britânicos passam a poder viajar à China.
- Em dois mil e vinte e um, a China sancionou nove britânicos, incluindo Iain Duncan Smith, por supostamente espalhar abusos sobre Xinjiang.
- Londres não pretende retirar sanções a indivíduos chineses em retaliação; alguns dos deputados britânicos sancionados disseram preferir manter as sanções em vigor.
China mantém mudanças em tema diplomático com Reino Unido após anúncio de Starmer
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que a China irá levantar as restrições impostas a um grupo de parlamentares britânicos. A declaração foi feita a caminho de uma visita de quatro dias à China, em Shanghai, anunciando o fim das limitações de viagem.
Starmer informou à BBC que abordou a questão junto ao presidente chinês Xi Jinping durante a visita. Segundo ele, Xi respondeu que as restrições já não se aplicam, o que permitiria aos parlamentares britânicos viajar à China.
A reunião ocorreu em meio a tensões sobre espionagem, direitos humanos e outros temas sensíveis. O premiê afirmou que o objetivo do engajamento é aproveitar oportunidades e discutir questões difíceis.
O grupo de parlamentares britânicos sancionados em 2021 inclui Iain Duncan Smith, ex-líder do Partido Conservador. A acusação recaiu sobre eles por supostamente disseminarem informações sobre supostos abusos de direitos humanos em Xinjiang.
O governo britânico informou que não pretende levantar sanções contra integrantes chineses em troca da retirada das restrições aos parlamentares britânicos. A resposta oficial reforça que não houve troca de favores.
Parte do grupo de parlamentares britânicos reagiu à possível retirada das sanções. Em comunicado, eles disseram preferir manter as sanções do que aceitar o uso de sua situação como moeda de troca para a remoção de oficiais chineses.
A discussão sobre sanções não é novidade na relação entre as duas nações. No ano passado, a China já havia retirado sanções de membros do Parlamento Europeu e de comissões de direitos humanos.
Fontes: relatos de imprensa sobre a visita de Starmer, com cobertura de Reuters.
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