- Os EUA e a Rússia correm o risco de entrar em uma nova corrida armamentista nuclear se o tratado New START expirar em 5 de fevereiro, sem limitações aos arsenais estratégicos.
- Vladimir Putin propôs manter os limites atuais por mais um ano, para ganhar tempo, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não formalizou resposta.
- A assinatura de New START – vigente desde 2010 – controla o número de ogivas estratégicas e os sistemas de lançamento; sem ele, há menos transparência e verificação.
- A China, com estimativa de mais de seiscentas ogivas e expectativa de superar mil até 2030, complica o equilíbrio estratégico segundo autoridades americanas.
- Há debate no Congresso e entre especialistas sobre a melhor resposta: manter limites para evitar corrida ou ampliar a dissuasão, com elevados custos de modernização nuclear dos EUA.
O Acordo New START pode expirar em menos de uma semana, sem acordo de última hora entre EUA e Rússia. O tratado limita armas estratégicas e encerra, em 5 de fevereiro, o regime de controle vigente desde 2010. Sem ele, não há restrições formais aos arsenais de longo alcance.
Putin propôs manter os limites atuais por mais um ano para ganhar tempo, enquanto a resposta formal dos EUA não foi anunciada. A posição de Washington tem sido de cautela, com sinais de que a janela para renovação ainda existe, mas não garantida.
Pouco antes do vencimento, analistas alertam que a ausência de acordo poderia provocar uma corrida armamentista descontrolada. Especialistas destacam que limites ajudam a reduzir incertezas sobre o que cada lado detém, testando, implantando e mantendo arsenais.
Possível desfecho e impactos
Sem New START, cada país poderia agir com base em cenários de pior caso. O acordo atual restringe a 1.550 ogivas implantadas por lado, com no máximo 700 sistemas de entrega. Moscou e Washington desenvolveram recentemente novas capacidades que ficam fora deste marco.
A China, por sua vez, tem arsenal estimado em cerca de 600 ogivas, com projeção de superar 1.000 até 2030, segundo estimativas do Pentágono. Esse ritmo alimenta debates no Congresso sobre a necessidade de ajustes na postura de defesa dos EUA.
A opinião pública e legislativa dos EUA está dividida. Defensores de controle de armas defendem manter limites para reduzir riscos de uma corrida, enquanto outras vozes defendem reforço da dissuasão para contrapor potências emergentes. Ao mesmo tempo, custos da modernização nuclear dos EUA já são estimados em quase US$ 1 trilhão entre 2025 e 2034.
O que está em jogo
A ideia de revitalizar tratados de controle nuclear envolve questões estratégicas, tecnológicas e diplomáticas. Se não houver acordo, o cenário internacional pode ganhar volatilidade, com maior necessidade de transparência, inspeções e confiança entre as grandes potências.
A Rússia tem afirmado que está preparada para responder a qualquer desenvolvimento e manterá a defesa de seus interesses de segurança. O governo norte-americano ainda não definiu a linha final sobre o andamento das negociações.
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