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EUA reduzem transferências de detidos do Estado Islâmico para Iraque, dizem fontes

Bagdá pressiona repatriação de nacionais; EUA interrompem transferências de detidos do Estado Islâmico para evitar sobrecarga de tribunais e prisões no Iraque

Syrian security forces outside al-Aqtan prison, where some Islamic State detainees are held, in Raqqa
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  • As transferências de detidos do Estado Islâmico do território sírio para o Iraque, feitas pela milícia americana, desaceleraram nesta semana.
  • A estimativa original era transferir até 7 mil combatentes nos próximos dias, mas, até agora, foram movidos cerca de 500 — segundo autoridades judiciais e de segurança iraquianas e diplomatas.
  • Dentre os deslocados até o momento, há cerca de 130 iraquianos e ~400 estrangeiros, segundo fontes iraquianas e um diplomata ocidental.
  • Bagdá pediu que Washington reduza o ritmo para permitir negociações com outros países sobre repatriação de seus cidadãos e para preparar novas instalações.
  • Especialista consultado destacou que retornar civis estrangeiros é a única solução viável, enquanto governos enfrentam dilemas políticos e legais sobre processos e eventual aplicação de pena de morte.

A transferência de detentos do grupo Estado Islâmico, que estavam em prisões no norte da Síria, para o Iraque pela força militar dos EUA desacelerou nesta semana. A informação foi confirmada por sete fontes familiarizadas com o assunto e ocorre após o governo de Bagdá pedir que outros países repatriem milhares de jihadistas estrangeiros.

Os EUA tinham anunciado, em 21 de janeiro, o início das transferências. A operação veio depois do rápido colapso das Forças Democráticas Sírias, sob liderança curda, que elevou a insegurança nos campos e prisões onde os detentos eram mantidos.

Até o momento, a contagem não oficial aponta menos de 500 detentos transferidos para o Iraque, incluindo cerca de 130 iraquianos e aproximadamente 400 estrangeiros. O número total esperado era de até 7.000 indivíduos em poucos dias.

Bagdá solicitou que as transferências fossem desaceleradas para permitir negociações com países detentores dos seus próprios nacionais e para preparar instalações adicionais no Iraque. Fontes em Bagdá e um diplomata ocidental citados pela Reuters explicaram que o ritmo reduzido atende a essa necessidade.

O Iraque já confirmou ter aceitado, em termos gerais, receber os detentos transferidos pelos EUA, após uma fuga de dezenas de combatentes de uma instalação síria ter acendido preocupações de novos vazamentos. Apesar disso, autoridades de Bagdá temem que o influxo sobrecarregue tribunais e prisões.

Ato contínuo, autoridades iraquianas destacam que julgamentos e sentenças de estrangeiros podem se tornar um desafio, especialmente para casos de participação direta em crimes violentos. O debate envolve equilíbrio entre direitos internacionais e pressões políticas domésticas.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre as transferências. O Pentágono também não comentou publicamente o andamento da operação nesta edição.

A negociação sobre repatriação permanece central para a gestão dos detidos por parte de países estrangeiros, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O governo americano afirma que cidadãos estrangeiros ligados ao ISIS devem enfrentar a justiça em seus próprios países.

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