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Quem pode suceder no sistema teocrático de poder do Irã

Clérigos seguem a escolha do novo líder supremo após a morte de Khamenei, em meio a ataques externos e incerteza sobre o poder dos Guardiões

Ayatollah Ruhollah Khomeini's grandson, Hassan Khomeini stands next to Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei during the 36th anniversary of the death of the leader of Iran's 1979 Islamic Revolution, Ayatollah Ruhollah Khomeini, at Khomeini's shrine in southern Tehran, Iran June 4, 2025.
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  • Clerígios iranianos próximos de anunciar o próximo chefe supremo após a morte do aiatolá Ali Khamenei, com a Assembleia de Especialistas pronta para definir o nome em breve.
  • A nomeação deve ocorrer dentro de três meses, em meio a ataques de EUA e Israel que continuam e que prometem visibilidade para quem assumir o cargo central do poder.
  • Entre os candidatos mais citados estão Mojtaba Khamenei, filho de Khamenei, e Hassan Khomeini, neto do fundador da revolução; outros nomes incluem Ali Alireza Arafi e Gholamhossein Mohseni-Ejei, entre figuras alinhadas aos hardliners.
  • O papel dos Guardas Revolucionários (Irã) permanece decisivo nos bastidores, embora suas diretorias tenham sofrido baixas com ataques recentes; o apoio da cúpula militar pode definir o favoritismo.
  • O processo envolve a participação de cerca de noventa clerigos na Assembleia de Experts, com a confirmação final dependente de aliados veteranos do regime e do contexto de conflitos externos em curso.

Iran entra em fase de escolher o próximo supremo líder após a morte de Ayatollah Ali Khamenei em ataques de EUA e Israel. Clerigos responsáveis pela nomeação afirmam estar próximos de definir quem ocupará o cargo. A decisão acontece num momento de grande tensão externa e interna.

O processo é conduzido pela Assembleia de Ex Experts, composta por cerca de 90 clérigos seniores. Enquanto isso, um comitê de liderança temporário, formado pelo presidente, por Ayatollah Alireza Arafi e por Ayatollah Gholamhossein Mohseni-Ejei, administra as funções até a escolha.

Entre os principais candidatos, destaca-se Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, com forte apoio entre as Forças de Guardas e o gabinete dele. Outro nome discutido é Hassan Khomeini, neto do fundador da Revolução, associado a posições reformistas.

A Guarda Revolucionária também terá papel decisivo nos bastidores, embora tenha tido seus comandos atingidos por ataques recentes. A influência do grupo pode moldar o impulso político por trás da escolha final.

O panorama político Iraniano permanece estável apenas em parte, já que ataques continuam e a legitimidade do processo é questionada por parte da população. O aparecimento de uma liderança com apoio de diversos setores é visto como essencial para manter a coesão do regime.

O papel da sociedade permanece restrito: o voto popular ocorre para presidentes e parlamentares, mas a nomeação final depende de autoridades clericais com poder de vetar candidaturas. O atual interimismo intensifica incertezas sobre o futuro da governação.

Analistas observam que qualquer novo líder deverá afirmar autoridade rapidamente, num cenário de rupturas. A sorte política do eleito dependerá do alinhamento entre clérigos veteranos, altas chefias militares e facções políticas.

Fontes indicadas pela Reuters indicam que a decisão pode sair em breve, com anúncios possíveis já neste fim de semana. O desfecho impactará as relações internacionais, especialmente com Estados Unidos e Israel, que prometeram ações contra o futuro guardião do poder.

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