- A nova chefe da missão diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela, Laura Dogu, chega a Caracas neste sábado, 31, e atuará inicialmente como encarregada de negócios, em meio ao processo de retomada gradual das relações bilaterais.
- O rompimento ocorreu em 2019, quando a Casa Branca não reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro e apoiou o governo paralelo de Juan Guaidó; desde então, Washington impôs sanções e embargo ao petróleo.
- O governo venezuelano autorizou reformas como a abertura do setor de petróleo a investimentos privados e anunciou uma anistia geral, além de fechar a prisão de Helicoide, alvo de denúncias de tortura.
- A relação tem se mostrado mais dialogada, com Delcy Rodríguez mantendo contato com autoridades americanas e fontes indicadas sugerindo retorno progressivo dos voos comerciais entre os dois países.
- Em janeiro, diplomatas americanos de alto escalão viajaram a Caracas para avaliar a reabertura da embaixada, que permanece fechada desde o rompimento de 2019.
A nova chefe da missão diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela chega a Caracas neste sábado, 31, em meio a um esforço de retomada gradual das relações rompidas em 2019, durante o mandato de Nicolás Maduro. A visita marca um passo institucional na aproximação entre Washington e Caracas.
A missão será chefiada inicialmente pela encarregada de negócios Laura Dogu, que já atuou como embaixadora na Nicarágua. Em Caracas, Dogu participa de avaliações sobre a reabertura da embaixada, que permanece fechada desde o rompimento.
O governo venezuelano, liderado por Maduro, rompeu relações com os Estados Unidos em 2019 após não reconhecer a reeleição do então presidente e apoiar um governo paralelo liderado por Juan Guaidó. Desde então, as sanções e o embargo ao petróleo foram instrumentos-chave de política externa americana.
O avanço diplomático ocorre em meio a mudanças na condução venezuelana, com Delcy Rodríguez assumindo o poder e buscando alinhar-se com Washington, incluindo medidas econômicas para atrair investimentos estrangeiros e explorar a abertura do setor petrolífero a privados.
Esforços recentes indicam uma aproximação, com intercâmbio frequente entre autoridades dos dois países. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinalizou abertura para restabelecer relações em breve, citando avanços no diálogo.
Entre as ações anunciadas pela gestão venezuelana está a concessão de uma anistia ampla, contemplando quase três décadas de governo chavista, e a promessa de transformar o Helicoide, prisão denunciada por organizações de direitos humanos, em espaço social e cultural.
A atuação diplomática ocorre num contexto internacional de oscilações políticas, incluindo o retorno de Donald Trump à cena política americana e a esperada cooperação para retomar voos comerciais entre os dois países, suspensos desde 2019.
Diplomatas de alto escalão dos EUA viajaram a Caracas em 9 de janeiro para avaliar a reabertura da embaixada, com participação de John McNamara, que precedeu Dogu. O objetivo é consolidar a presença diplomática americana na Venezuela.
A disputa política interna venezuelana continua sob escrutínio internacional, com oposição mencionando irregularidades em eleições recentes. De forma geral, Washington mantém postura de reconhecimento zero aos resultados de eleições consideradas contestadas pela oposição.
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