- Irã informou que suas Forças Armadas estão em alerta máximo após o envio de navios de guerra dos EUA ao Golfo, e afirma avanços nas negociações com os EUA.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ação militar; o Irã diz que suas capacidades nucleares não podem ser eliminadas e quer negociações em condições iguais.
- O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, disse que, se o inimigo cometer erro, colocará em risco a segurança dele, da região e do regime.
- Foi enviada ao Oriente Médio uma força naval liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln; o Irã tem dito que responderá a ataques a bases americanas e a seus aliados, principalmente Israel.
- Incidentes no Irã: explosão em Bandar Abbas foi atribuída a vazamento de gás; CGRI negou ataques a suas forças; boatos sobre assassinato do chefe naval foram desmentidos.
O Irã informou que suas Forças Armadas estão em alerta máximo após o envio de navios de guerra dos EUA ao Golfo. O anúncio ocorre em meio a negociações com os Estados Unidos, que, segundo o país persa, apresentam avanços. A declaração foi feita neste sábado, 31, pela imprensa estatal IRNA.
Amir Hatami, chefe do Exército iraniano, avisou que qualquer erro do adversário colocará em risco a segurança regional e a do próprio regime sionista. Ele afirmou que as forças iranianas estão “plenamente preparadas” e em estado de alerta máximo.
O Irã reiterou que sua tecnologia nuclear “não pode ser eliminada” e condicionou negociações ao respeito à sua soberania. Washington exige acordo sobre o programa atômico para evitar ação militar, segundo o governo americano.
Os EUA têm uma força naval de ataque no Oriente Médio, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln. A mobilização aumenta temores de um confronto direto com o Irã, que já advertiu que poderia responder com ataques a bases americanas e aliados, especialmente Israel.
Na sexta-feira, Trump disse que Teerã busca um acordo para evitar intervenção militar. O Irã respondeu que está disposto a negociar em igualdade, sem impor pressões, e que não negociará sobre capacidades de mísseis e defesa.
O secretário do mais alto órgão de segurança do Irã, Ali Larijani, mostrou-se moderadamente otimista. Ele afirmou estar ocorrendo um marco de negociações, após reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.
Incidentes que circulam nas redes foram tratados pela imprensa local como não relacionados a ataques. Um prédio residencial em Bandar Abbas sofreu explosão atribuída a um vazamento de gás, segundo bombeiros. O CGRI negou ataques a suas bases navais.
Também circulou boato sobre a suposta morte do chefe das forças navais da Guarda Revolucionária, desmentido pela agência Tasnim, que atribuiu à imprensa internacional uma “operação psicológica” contra o Irã.
O Centcom informou que a Guarda Revolucionária organizaria um exercício naval com fogo real no Estreito de Ormuz. O objetivo seria demonstrar capacidade de atuação, segundo o comando militar americano. O Irã já prometeu responder a ações que julgar prejudiciais.
A UE classificou a Guarda Revolucionária como entidad de risco em 2019, tema que voltou à tona com declarações iranianas sobre eventuais consequências de tal classificação. O Irã afirmou que responderá a qualquer medida considerada hostil.
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