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Irã diz que Exército está em alerta máximo e vê avanços nas negociações

Irã coloca forças em alerta máximo e aponta avanços nas negociações com os EUA, em meio ao envio de navios de guerra ao Golfo

Nesta foto divulgada pela Marinha dos EUA em 31 de janeiro de 2026, um F/A-18F Super Hornet se prepara para decolar do convés de voo do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) durante operações de voo de rotina no Mar Arábico, em 28 de janeiro de 2026. Washington enviou um grupo de ataque naval ao Oriente Médio liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir militarmente no Irã. Foto: Zoe SIMPSON / US NAVY / AFP
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  • Irã informou que suas Forças Armadas estão em alerta máximo após o envio de navios de guerra dos EUA ao Golfo, e afirma avanços nas negociações com os EUA.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ação militar; o Irã diz que suas capacidades nucleares não podem ser eliminadas e quer negociações em condições iguais.
  • O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, disse que, se o inimigo cometer erro, colocará em risco a segurança dele, da região e do regime.
  • Foi enviada ao Oriente Médio uma força naval liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln; o Irã tem dito que responderá a ataques a bases americanas e a seus aliados, principalmente Israel.
  • Incidentes no Irã: explosão em Bandar Abbas foi atribuída a vazamento de gás; CGRI negou ataques a suas forças; boatos sobre assassinato do chefe naval foram desmentidos.

O Irã informou que suas Forças Armadas estão em alerta máximo após o envio de navios de guerra dos EUA ao Golfo. O anúncio ocorre em meio a negociações com os Estados Unidos, que, segundo o país persa, apresentam avanços. A declaração foi feita neste sábado, 31, pela imprensa estatal IRNA.

Amir Hatami, chefe do Exército iraniano, avisou que qualquer erro do adversário colocará em risco a segurança regional e a do próprio regime sionista. Ele afirmou que as forças iranianas estão “plenamente preparadas” e em estado de alerta máximo.

O Irã reiterou que sua tecnologia nuclear “não pode ser eliminada” e condicionou negociações ao respeito à sua soberania. Washington exige acordo sobre o programa atômico para evitar ação militar, segundo o governo americano.

Os EUA têm uma força naval de ataque no Oriente Médio, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln. A mobilização aumenta temores de um confronto direto com o Irã, que já advertiu que poderia responder com ataques a bases americanas e aliados, especialmente Israel.

Na sexta-feira, Trump disse que Teerã busca um acordo para evitar intervenção militar. O Irã respondeu que está disposto a negociar em igualdade, sem impor pressões, e que não negociará sobre capacidades de mísseis e defesa.

O secretário do mais alto órgão de segurança do Irã, Ali Larijani, mostrou-se moderadamente otimista. Ele afirmou estar ocorrendo um marco de negociações, após reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

Incidentes que circulam nas redes foram tratados pela imprensa local como não relacionados a ataques. Um prédio residencial em Bandar Abbas sofreu explosão atribuída a um vazamento de gás, segundo bombeiros. O CGRI negou ataques a suas bases navais.

Também circulou boato sobre a suposta morte do chefe das forças navais da Guarda Revolucionária, desmentido pela agência Tasnim, que atribuiu à imprensa internacional uma “operação psicológica” contra o Irã.

O Centcom informou que a Guarda Revolucionária organizaria um exercício naval com fogo real no Estreito de Ormuz. O objetivo seria demonstrar capacidade de atuação, segundo o comando militar americano. O Irã já prometeu responder a ações que julgar prejudiciais.

A UE classificou a Guarda Revolucionária como entidad de risco em 2019, tema que voltou à tona com declarações iranianas sobre eventuais consequências de tal classificação. O Irã afirmou que responderá a qualquer medida considerada hostil.

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