- Pelo menos 28 pessoas morreram neste sábado em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil.
- Entre as vítimas, há crianças, mulheres e um idoso; há pessoas presas sob os escombros.
- Edifícios residenciais, tendas e uma delegacia de polícia foram alvejados; em Al Mawasi, sul da Faixa, dezenas de milhares de deslocados vivem em tendas.
- O bombardeio à delegacia na Cidade de Gaza deixou sete mortos, entre agentes e civis.
- O Exército de Israel disse ter agido em resposta a um incidente na sexta-feira, quando oito combatentes foram vistos saindo de um túnel em Rafah; afirmou ter atingido quatro comandantes e outros integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica. Hamas chamou os ataques de crime brutal; o episódio é visto como nova violação do cessar-fogo vigente desde 10 de outubro.
Pelo menos 28 pessoas morreram neste sábado 31 em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, segundo o serviço de resgate local. As autoridades apontam que corpos de civis foram encontrados sob os escombros e há relatos de pessoas presas entas. A Defesa Civil atribuiu parte das mortes a ataques contra edifícios residenciais, tendas e uma delegacia de polícia.
O bombardamento atingiu áreas da Cidade de Gaza e de Al Mawasi, no sul da faixa, onde milhares de deslocados vivem em tendas. A AFP, citando fontes locais, indicou que o número de mortos em Al Mawasi ainda não havia sido confirmado. A agressão contra a delegacia da polícia na Cidade de Gaza deixou sete mortos, entre agentes e civis.
Em resposta, o Exército de Israel informou ter realizado ataques em retaliação a um incidente ocorrido na sexta-feira, quando oito combatentes palestinos teriam saído de um túnel em Rafah, no sul da faixa. Segundo as forças israelenses, o grupo violou um acordo de trégua ao sair do túnel, e foram atingidos quatro comandantes e outros integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza.
O Hamas classificou os bombardeios deste sábado como crime brutal e reiterou que as ações israelenses violam o cessar-fogo vigente desde 10 de outubro, sob pressão dos Estados Unidos. O acordo de trégua prevê, entre outros pontos, o desarmamento do Hamas, a saída de forças israelenses de mais áreas da Faixa e a instalação de uma força internacional de estabilização.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 500 pessoas já morreram em ataques israelenses desde o início do acordo de trégua em outubro. As partes envolvidas trocam acusações sobre violações, sem anúncio de responsabilidades claras até o momento.
Desdobramentos
- O cessar-fogo, que entrou na segunda fase em janeiro, permanece frágil e sujeito a incidentes de segurança.
- Observadores internacionais destacam a necessidade de monitoramento externo para evitar novas escaladas na região.
- Até o momento, não houve confirmação de números atualizados além das informações recebidas no sábado.
Entre na conversa da comunidade