- Um anjo em uma capela da Basílica de São Lourenço em Lucina, no centro de Roma, foi restaurado para parecer com Giorgia Meloni, segundo a la Repubblica.
- O Ministério da Cultura determinou inspeção imediata do quadro restaurado, para decidir os próximos passos.
- A igreja informou que as decorações foram retocadas após danos causados pela água; as obras originais datavam de 2000 e não estavam sob proteção patrimonial.
- O artista Bruno Valentinetti, responsável pela restauração, disse que apenas restituiu o que já existia há 25 anos.
- Meloni publicou uma imagem no Instagram zombando da semelhança, dizendo que não parece com um anjo, enquanto o movimento Five Star criticou o uso da arte para propaganda.
Um anjo de uma capela na Basílica de San Lorenzo in Lucina, no centro de Roma, foi restaurado para se parecer com a primeira-ministra Giorgia Meloni, segundo a imprensa italiana publicada no sábado.
A cultura italiana abriu investigação sobre a obra, após a publicação da reportagem de la Repubblica com fotos do before e after. O objetivo é entender como ocorreu a intervenção.
O ministério da Cultura ordenou inspeção imediata do quadro, a ser realizada pelo responsável pela herança artística de Roma, para decidir os próximos passos. A capela sofreu retoques por danos d’água.
A paróquia informou que as decorações foram atualizadas recentemente. Os originais datam de 2000, portanto não estavam sob proteção patrimonial. O artista Bruno Valentinetti assinou a restauração, contestando ter alterado a imagem.
Giorgia Meloni publicou uma imagem da pintura nas redes sociais, comentando que não se parece com um anjo, com tom bem-humorado. O episódio gerou críticas da oposição sobre uso de arte para propaganda.
Contexto e desdobramentos
O caso envolve também o grupo oposicionista Cinco Estrelas, que pediu cautela para evitar manipulação estética de símbolos culturais. A notícia repercutiu nos veículos nacionais, destacando a tensão entre preservação e intervenção artística.
A igreja afirmou que o trabalho buscava corrigir danos causados pela água. As informações destacam que as obras não tinham proteção específica de patrimônio, segundo a administração da basílica.
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