- Peter Tatchell, ativista de direitos humanos, foi preso em Londres por carregar um cartaz com a frase “globalise the intifada” durante uma passeata pró-Palestina.
- A polícia informou que o homem foi preso sob suspeita de infração de ordem pública; ele foi levado para a delegacia de Sutton, no sul de Londres.
- A Fundação Peter Tatchell afirmou que a prisão é “ataque à liberdade de expressão” e que policiais alegaram que a palavra intifada era ilegal.
- Tatchell explicou que, ao usar “não violenta resistência”, defendia boicote, sanções e desinvestimento, táticas que ajudaram a derrubar o regime do apartheid, e que “globalise a intifada” seria ampliar um movimento global.
- A Polícia Metropolitana havia dito, anteriormente, que manifestantes que entoassem “globalise the intifada” poderiam ser presos, após o ataque de Bondi Beach em Sydney.
Peter Tatchell, ativista veterano, foi detido ao exibir um cartaz com a frase globalise the intifada durante uma manifestação pró-Palestina em Londres. O ato ocorreu no sábado à tarde, no marco de um ato de solidariedade em apoio aos palestinos.
Segundo a polícia, o homem de 74 anos foi detido sob suspeita de ofensa ao ordenamento público, após ser visto empunhando o cartaz. Ele foi encaminhado à delegacia de Sutton, no sul de Londres, para estudo da ocorrência. O caso gerou críticas sobre direito à livre expressão.
A Peter Tatchell Foundation informou que a prisão integra uma tendência de restringir protestos pacíficos. O ativista destacou que a palavra intifada, segundo o significado original em árabe, corresponde a uma insurreição ou resistência, sem relação com violência contra judeus.
Tatchell argumentou que a expressão defendia resistência não violenta e boicotes, sanções e compartilhamento de responsabilidades, táticas históricas contra regimes opressivos. Afirmou ainda que a polícia estaria confundindo apoio à resistência com odio ou antisemitismo.
Em dezembro, a Metropolitana informou que quem proferisse o slogan globalise the intifada poderia ser preso, citando mudanças de contexto após ataques em Sydney. A força não detalhou casos específicos, mas indicou que o slogan pode violar normas de ordem pública.
No embalo de protestos recentes, o policial afirmou que três pessoas foram acusadas pela nova prática de endossar uma intifada contra ações de Israel durante um ato em Londres no mês anterior. Tatchell também ressaltou seu histórico de defesa de judeus contra antisemitismo.
Em maio passado, Tatchell já havia sido detido por segurar um cartaz que apontava para supostas violações cometidas por Hamas. Ele disse que pretende acionar a Justiça contra a Metropolitana pela prisão anterior, alegando falta de base para a detenção.
O ativista acrescentou que seu cartaz não fazia referência a raça ou religião de terceiros. Segundo ele, a polícia reconheceu posteriormente que houve erro na detenção anterior, e ele busca uma resolução judicial.
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