- O chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversaram por cerca de 20 minutos no fim da tarde, alinhando prioridades para o novo encontro entre Lula e Trump, previsto para março.
- A conversa ocorre após uma ligação de fifty minutos entre os presidentes na segunda-feira, que acertou uma visita de Lula aos Estados Unidos.
- Existe a expectativa de que o encontro na Casa Branca tenha anúncios sobre a superação da crise do tarifaço e de sanções a autoridades brasileiras, além de lançarem novas iniciativas conjuntas, como um plano de combate ao crime organizado.
- Vieira pretende conversar na próxima semana com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, para tratar das tarifas que pesam sobre cerca de vinte por cento das exportações brasileiras.
- A visita de Lula a Trump é vista como prioridade na política externa brasileira para manter bons laços e evitar interferências americanas na eleição presidencial de outubro, mesmo com tensões sobre Venezuela e o Conselho da Paz.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falaram por telefone no fim da tarde de hoje, por cerca de 20 minutos. O objetivo foi alinhar as prioridades do novo encontro entre Lula e Trump, previsto para março.
A conversa acontece após a ligação de 50 minutos entre Lula e Trump na última segunda-feira, quando ficou acertada a vinda do presidente brasileiro aos EUA. Ambos buscam anunciar medidas no encontro na Casa Branca.
A expectativa é que os líderes encerrem a crise gerada pelo tarifaço e por sanções a autoridades brasileiras, ainda pendentes, e apresentem iniciativas conjuntas. Entre elas, um plano de combate ao crime organizado, proposto por Lula em dezembro.
Para avançar a agenda bilateral, Vieira também deve conversar na próxima semana com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA (USTR), responsável pela análise de tarifas que afetam cerca de 20% das exportações brasileiras.
A visita de Lula a Trump é vista como política externa prioritária para o Brasil, que busca manter bons laços com o republicano e evitar interferências dos EUA na eleição brasileira de outubro.
Crise entre países é vista como contornada, em parte pela atuação diplomática de ambos os lados. A relação ainda enfrenta tensões sobre ações na Venezuela e o papel do Brasil no Conselho da Paz, lançado por Trump.
Embaixadores brasileiros avaliam que a condenação pública do Brasil aos atos dos EUA não aumentou o atrito. Lula já sugeriu ajustes no escopo do Conselho da Paz, incluindo a participação da Autoridade Palestina e foco na situação de Gaza, mas não há confirmação sobre adesão de Trump.
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