- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã está “falando conosco” e insinuou que pode haver um acordo para evitar ataques militares.
- Um grupo naval liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln está próximo às costas do Irã, elevando as tensões na região.
- Trump afirmou que aliados regionais não recebem detalhes dos planos de possíveis ataques por motivos de segurança.
- O Irã disse estar aberto a negociações nucleares se o tema de mísseis e defesa não estiver na agenda, enquanto autoridades ressaltam a prontidão militar.
- Em meio aos desdobramentos, o Irã realizou exercícios navais com o IRGC no estreito de Hormuz, e autoridades iranianas descartaram ligação entre incidentes recentes e ataques.
Donald Trump afirmou que a Espanha não; a versão correta: Trump disse que o Irã está conversando com os EUA e sugeriu a possibilidade de acordo para evitar ações militares. Ele mencionou que uma grande flotilha está se dirigindo ao golfo e que negociações estão em curso, conforme entrevista à Fox News.
O presidente também disse que aliados regionais não estão informados sobre planos de possíveis ataques por motivos de segurança. Ele reiterou a ameaça de intervenção militar caso as negociações falhem, em meio a tensões provocadas pela repressão às protestos no Irã.
Washington enviou um grupo de batalha naval liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln perto das costas iranianas, após a advertência de Trump. O objetivo declarado é dissuadir ações que possam ampliar o conflito na região.
Desdobramentos diplomáticos
O Irã, por sua vez, afirmou que está aberto a negociações e que busca acordos sobre programas nucleares e mísseis, desde que questões de defesa não centralizem o tema. Autoridades iranianas ressaltaram que o país pretende manter sua segurança e soberania.
Líderes iranianos reforçaram que o Irã não procura guerra e que a região sairia prejudicada de um confronto. O comércio com distritos regionais e a resposta a pressões externas foram citados como pontos centrais nas declarações oficiais.
O chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano indicou que negociações estruturais já estão em andamento, enquanto o governo russo afirmou ter havido conversas entre representantes iranianos e o presidente Putin em Moscou.
Riscos e respostas militares
O governo iraniano advertiu que está em prontidão defensiva para qualquer ataque. O presidente iraniano também ressaltou que eventos recentes não devem justificar hostilidades, destacando que a tecnologia nuclear não pode ser eliminada conforme a posição de Teerã.
O comando central dos EUA informou que o Irgc conduzirá um exercício naval de dois dias no estreito de Hormuz, o que gerou críticas de autoridades iranianas. Analistas avaliam que a tensão pode aumentar até novos encontros diplomáticos.
O governo dos EUA manteve a designação do Irgc como organização terrorista desde 2019, decisão que foi seguida pela União Europeia. As autoridades iranianas reagiram com críticas a essa classificação.
Além dos relatos de crise, houve incidentes e desmentidos na região, incluindo uma explosão em Bandar Abbas que autoridades locais atribuíram a um vazamento de gás. Autoridades iranianas negaram ligações com ataques ou sabotagens recentes.
Contexto e números
O período de protestos no Irã ganhou contornos de contestação social, com relatos conflitantes sobre o número de vítimas. Fontes independentes apontaram números superiores aos divulgados pelo governo, destacando a complexidade da contagem em meio a medidas de segurança e repressão.
O jefe do governo iraniano pediu que o país atenda às demandas populares e reforce a comunicação com aliados para evitar escaladas. A comunidade internacional acompanha de perto o desenvolvimento das negociações e a trajetória das ameaças militares.
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