- Cuba enfrenta escassez aguda de combustível, com filmes de filas em postos de gasolina e reservas que podem acabar nas próximas três semanas sem novas remessas.
- os Estados Unidos anunciaram tarifas adicionais sobre países que vendem petróleo para Cuba, como parte de pressão ao regime cubano.
- México cancelou uma remessa de petróleo anteriormente prevista, sob pressão norte-americana, agravando a necessidade de combustível no país.
- Venezuela não enviou suprimentos desde o ataque a Nicolás Maduro e aliados como Rússia e Argélia também reduziram o apoio, elevando a vulnerabilidade energética cubana.
- especialistas alertam que a falta de diesel pode ter impactos catastróficos na transportes, agricultura, distribuição de água e geração de energia, piorando a crise econômica e social no país.
O aumento da pressão econômica dos EUA sobre Cuba agravou uma crise de abastecimento de fuel no país. A regime de Díaz-Canel enfrenta risco de ruptura de suprimentos, com o governo mexicano suspendendo uma remessa anunciada e autoridades norte-americanas sinalizando um bloqueio mais contundente.
Na prática, a ilha já enfrenta escassez aguda de combustível, com apenas um carregamento vindo de fora neste ano. Projeções indicam que, sem novas entregas, o país pode ficar sem óleo nas próximas semanas, comprometendo transporte, indústria e geração de energia.
A situação coloca o governo cubano sob intenso escrutínio internacional. A administração de Díaz-Canel vê nas medidas dos EUA um bloqueio que, segundo autoridades locais, visa sufocar economicamente o país.
Enquanto a população busca combustível, filas continuam em estações que aceitam dólares, acessíveis apenas a uma parcela da população. A falta de diesel, crucial para transporte, indústria e redes elétricas, preocupa especialistas.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que o diesel é vital para transporte público, logística, produção agrícola e distribuição de água, além de manter parte do sistema elétrico funcionando, já fragilizado por anos de crise.
O governo cubano tem atuado com mensagens de resistência, divulgando vídeos de treinamento militar. Autoridades da chancelaria insistem que uma ação externa pode representar uma agressão a uma nação que não ameaça os EUA.
O cenário econômico já mostra impactos: a atividade econômica caiu ao menos 11% entre 2019 e 2024, com novos recuos até setembro de 2025. Inflação elevada agrava a vida de quem recebe renda estatal ou pensões.
Cidadãos como Eddy Marrero, médico de formação que trabalha como moto-táxi, relatam que a remuneração diária pode equivaler a meses de salário anterior, ressaltando a importância do combustível para a subsistência.
A comunidade internacional acompanha com cautela. Países aliados e blocos regionais veem o aperto como possível agravante de uma crise humanitária, com efeitos diretos em hospitalidade, alimentação e serviços básicos.
Quem observa o desenrolar aponta para uma escalada de medidas econômicas e pressões diplomáticas. A situação permanece sem previsão de resolução rápida, com incertezas sobre fornecimentos futuros e impactos sociais.
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