- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está em negociações com a liderança de Cuba para fechar um acordo, após ameaças de bloqueio de petróleo à ilha.
- Trump afirmou, na propriedade de Mar-a-Lago, que conversa com as “pessoas mais altas” de Cuba para ver o que ocorre e que acredita que um acordo pode sair.
- Não houve detalhes sobre o que o acordo pode incluir; ele havia dito que Cuba enfrenta uma situação ruim sem dinheiro e sem petróleo.
- A pressão sobre Havana aumenta desde a queda de Nicolás Maduro e do alinhamento com a Venezuela, e o governo dos EUA já assinou ordem executiva com a possibilidade de tarifas adicionais sobre países que vendem petróleo à Cuba.
- Em Cuba, moradores enfrentaram longas filas em postos de gasolina após as falas de Trump, que o governo cubano vê como tentativa de sufocar a economia da ilha.
O presidente dos Estados Unidos afirmou estar em negociações com a liderança de Cuba para fechar um acordo, após ameaças de bloquear o petróleo da ilha. Trump disse a jornalistas no seu rancho Mar-a-Lago, em Palm Beach (Flórida), que as conversas já ocorrem com autoridades cubanas de alto escalão.
Segundo o relato do presidente, não ficou claro qual seria o conteúdo do possível acordo, mas ele destacou que Cuba vive um momento crítico sem o apoio de Venezuela. A fala ocorreu depois de ele ter indicado, dias antes, que Cuba poderia enfrentar dificuldades econômicas significativas sem energia e recursos.
Nos dias anteriores, a administração de Trump intensificou a pressão sobre Havana. Uma ordem executiva assinada pelo presidente ameaçou impor tarifas sobre países que vendem petróleo à Cuba. Na prática, o governo cubano reconhece dificuldades com o abastecimento de combustível e tem visto filas maiores em postos de gasolina.
A mudança de tom ocorre após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, aliado histórico de Havana. Analistas observam que a perda de esse apoio energético abriu espaço para novas estratégias diplomáticas dos EUA. A Casa Branca não detalhou propostas nem condições para o eventual acordo.
Paralelamente, informações oficiais cubanas indicam agravamento de problemas econômicos, com constantes quedas de energia e consumo de combustível em nível crítico. Em Havana, moradores relataram longas filas em postos de gasolina, reflexo direto do atual cenário econômico.
Contexto e desdobramentos
A administração americana argumenta que negociações visariam estabilizar a situação econômica de Cuba, ao mesmo tempo em que busca mudanças políticas no país. Não há confirmação de datas ou de condições específicas para um eventual acordo. O governo cubano não comentou oficialmente as negociações em andamento.
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