- Ministros dos EUA, União Europeia, Reino Unido, Japão, Austrália e Nova Zelândia se reúnem em Washington nesta semana para discutir uma aliança estratégica sobre minerais críticos, com participação de cerca de 20 países, incluindo membros do G7.
- Um tema central é a possível garantia de preço mínimo para minerais críticos e terras raras, diante de pressões para reduzir a dependência da China.
- A Austrália anunciou a criação de uma reserva estratégica de minerais de A$ 1,2 bilhão para mitigar riscos de suprimento advindos da China.
- O encontro ocorre após a China restringir exportações de terras raras, em resposta a tarifas norte-americanas, e busca fortalecer cadeias de suprimento fora da China.
- A União Europeia também pretende usar as conversas para pressionar a retirada de tarifas derivadas sobre o aço, que afetam produtos com conteúdo de aço, enquanto o tema de preços é considerado pelas delegações.
Ministros de cerca de 20 países vão se reunir em Washington nesta semana para discutir uma aliança estratégica sobre minerais críticos. Participam EUA, UE, Reino Unido, Japão, Austrália e Nova Zelândia, além de membros do G7, Índia, Coreia do Sul, México e outros. O objetivo é fortalecer cadeias de suprimento sem dependência excessiva da China.
A Austrália anunciou a criação de uma reserva estratégica de minerais no valor de A$ 1,2 bilhão, para reduzir riscos de interrupção de fornecimento pela China. A medida ocorre após a China restringir exportações de terras raras em abril do ano passado.
Contexto e motivações
A reunião é vista como passo para reparar relações transatlânticas tensas nos últimos anos, ampliando a cooperação com parceiros que buscam diversificar suprimentos. O encontro é convocado pelo secretário de Estado dos EUA, Marcelo Rubio, e envolve discussões sobre garantias de fornecimento.
Proposta de preço mínimo e impactos comerciais
Entre as pautas está a possibilidade de os EUA garantirem um preço mínimo para minerais críticos e terras raras. Fontes indicam que Washington pode recusar a medida, o que já influenciou negativamente ações em mercados suportes na Austrália.
Implicações para política externa e indústria
Especialistas apontam que, se obtiver acordo, poderá resultar em uma declaração conjunta sinalizando mudança significativa nas relações com aliados. O objetivo é reduzir o risco de choques comerciais ligados a tarifas e pressões chinesas.
Outros pontos em foco
A reunião também deve abordar a relutância da UE com tarifas derivadas sobre aço, que afetam produtos com conteúdo de aço. Europa e Reino Unido acompanham as negociações, buscando preservar cadeias produtivas e prometer maior previsibilidade aos mercados.
Entre na conversa da comunidade