- O Irã passou a considerar as forças armadas de países da União Europeia como “grupos terroristas” após a designação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) pela UE como organização terrorista.
- A declaração foi feita pelo presidente da Assembleia Nacional, Mohammad Baqer Qalibaf, neste domingo, em meio a protestos recentes no Irã.
- Segundo Qalibaf, conforme o Artigo sete da lei de contramedidas contra a designação do IRGC, as forças armadas europeias são vistas como grupos terroristas.
- O parlamentar informou que a comissão de segurança nacional deve discutir a expulsão de oficiais estrangeiros militares da UE e acompanhar o tema com o Ministério das Relações Exteriores.
- O IRGC, criado após a Revolução de 1979, mantém grande influência na economia e nas Forças Armadas do Irã.
Iran considera as forças armadas de países da UE como grupos terroristas em retaliação à designação do IRGC
Segundo Mohammad Baqer Qalibaf, presidente da Assembleia Popular, as forças armadas dos países da União Europeia que incluíram o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na lista de organizações terroristas são, na prática, considerados grupos terroristas. A declaração foi feita em sessão com deputados, que vestiam uniformes do IRGC.
A designação da UE ao IRGC ocorreu na última quinta-feira, após protestos internos no Irã, marcando o que a UE descreveu como resposta a repressões recentes. A medida elevou o risco de escalada entre Teerã e o bloco.
Qalibaf citou o Artigo 7 da lei de contramedidas contra a designação do IRGC, afirmando que as tropas dos países europeus estariam sujeitas ao enquadramento. O parlamentar destacou que o comitê de segurança nacional discutirá a expulsão de attachés militares da UE.
O IRGC, criado após a Revolução de 1979, mantém influência significativa na economia e nas forças armadas do Irã. O legislador afirmou que o tema será acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores, com desdobramentos políticos a serem avaliados pelo parlamento.
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