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Negociações sobre a guerra na Ucrânia são adiadas

Negociações entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos começam em Abu Dhabi após atraso, com 4 e 5 de fevereiro, enquanto divergências sobre território persistem

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Foto: Kirsty Wigglesworth / POOL / AFP
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  • Zelensky informou que a segunda rodada de negociações diretas entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos foi remarcada para 4 e 5 de fevereiro, em Abu Dhabi, após o atraso da data inicial.
  • A divergência central continua sendo sobre território: a Rússia ocupa parte do território ucraniano e busca controle total de Donetsk, enquanto a Ucrânia não pretende ceder território para não incentivar novas invasões.
  • As negociações tiveram o primeiro ciclo em 23 e 24 de janeiro; as novas datas foram anunciadas, mas ainda não houve confirmação oficial por parte de Moscou e Washington.
  • Paralelamente, houve reunião na Flórida entre o representante russo para assuntos econômicos e autoridades americanas, mas sem detalhes divulgados sobre avanços ou acordos.
  • Na madrugada de domingo, ataques russos deixaram pelo menos duas pessoas mortas e sete feridas; o ministro da Defesa ucraniano agradeceu a Elon Musk e à SpaceX por medidas que dificultam o uso do Starlink por drones russos.

A segunda rodada de negociações diretas entre Kiev, Moscou e Washington sobre um plano dos Estados Unidos para encerrar quase quatro anos de guerra na Ucrânia ficará para a próxima quarta-feira, 4 de fevereiro, em Abu Dhabi. A data foi anunciada pelo presidente ucraniano Volodimir Zelensky, que informou o adiamento de um encontro previsto para este domingo.

Zelensky afirmou que as datas das negociações trilaterais foram definidas para 4 e 5 de fevereiro, em Abu Dhabi. Governo russo e Secretaria de Estado dos EUA não confirmaram as novas datas até o momento. Washington diz estar próximo de um acordo para encerrar o conflito, considerado o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

O principal entrave permanece a disputa territorial entre Rússia e Ucrânia. Moscou busca maior controle sobre a região leste de Donbass, onde já ocupa parte do território, e pressiona para avanços por meio de força, caso as negociações falhem. Kiev sustenta que ceder território encorajaria Moscou e que não assinará acordo sem dissuadir nova invasão.

Inicialmente, as negociações deveriam ocorrer neste domingo em Abu Dhabi. Em janeiro, o ciclo anterior ocorreu nos dias 23 e 24, reunindo delegações de Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. Foi o primeiro contato direto conhecido entre as três partes para buscar um caminho de paz.

Reuniões paralelas

Kirill Dmitriev, enviado russo para assuntos econômicos, participou de encontro na Flórida no sábado com o emisário americano Steve Witkoff, o secretario do Tesouro Scott Bessent, o genro de Trump, Jared Kushner, e o conselheiro da Casa Branca Josh Gruenbaum. Segundo fontes, as partes demostraram disposição de buscar a paz, mas não foram divulgados detalhes das conversas.

A guerra, iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022, continua causando destruição e perdas. Moscou descreve a ofensiva como operação militar para conter a expansão da Otan, enquanto Kiev acusa o Kremlin de invasão ilegal e de usar o pretexto para tomar território.

Ataques e mensagens de apoio

Ataques russos na madrugada de domingo atingiram a Ucrânia, com pelo menos duas mortes e sete feridos. Um drone atingiu uma maternidade na cidade de Zaporizhzhia, ferindo duas pessoas em exames médicos. Autoridades locais e equipes de emergência divulgaram os números.

O ministro da Defesa ucraniano agradeceu a Elon Musk e à SpaceX pelas medidas para impedir o uso do sistema Starlink por drones russos. Em x, Fedorov elogiou a cooperação e o papel da tecnologia na defesa do país. Musk respondeu que as medidas adotadas têm tido efeito, oferecendo novas opções se necessário.

Segundo serviços de inteligência ucranianos, os terminais Starlink usadas pelo Exército russo chegam por circuitos paralelos, não por venda oficial. A Ucrânia continua a buscar estratégias para reduzir a dependência de meios de comunicação aliados.

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