- Snapchat bloqueou ou desativou mais de 415 mil contas na Austrália de usuários com idade declarada abaixo de 16 anos ou identificado como menor pela tecnologia de idade até o fim de janeiro.
- A empresa afirmou que continua bloqueando novas contas diariamente e ressaltou “lacunas significativas” na implementação da proibição por verificação de idade.
- A tecnologia de estimativa de idade por rosto tem precisão de apenas dois a três anos em relação à idade real, o que pode permitir que alguns menores contornem proteções e que alguns maiores de 16 percam acesso.
- Além disso, houve relatos de que adolescentes migraram para aplicativos de mensagens alternativos não regulados, o que representa um risco que precisa ser considerado pelas políticas públicas.
- Em resumo, o governo notificou as plataformas a avaliação de conformidade; o total de contas desativadas desde o início da proibição em dez plataformas é de 4,7 milhões, com o monitoramento ainda em andamento.
Snapchat bloqueou ou desativou mais de 415 mil contas de usuários na Austrália identificados como menores de 16 anos, em cumprimento à proibição de menores nas redes sociais. A empresa anunciou, em blog, que até o fim de janeiro as ações atingiram esse total.
Segundo a empresa, as contas são bloqueadas diariamente à medida que identificações de idade são feitas pelos sistemas ou por declarações dos próprios usuários. A medida faz parte de uma lista de 10 plataformas obrigadas a cumprir a regra no país.
O governo australiano divulgou que, apenas no início de 2026, 4,7 milhões de contas foram bloqueadas ou removidas nessas plataformas. A bancada afirma que houve avanços, mas há relatos de falhas no reconhecimento facial de idade.
Lacunas no sistema de verificação
A Snapchat informou que existem limitações técnicas para uma verificação de idade precisa. O sistema de facial não é 100% confiável e pode permitir que alguns menores contornem proteções, enquanto pessoas com mais de 16 anos podem perder acesso indevidamente.
A empresa ressaltou que outras situações também escapam ao banimento, com adolescentes migrando para apps de mensagens menos regulados. Analistas destacam que a evolução do sistema pode exigir ajustes regulatórios.
A eSafety (comissão de segurança online) indicou que continuará monitorando o cumprimento, com foco nas plataformas de maior base de usuários. O órgão diz que o trabalho é gradual e depende de aperfeiçoamentos técnicos.
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