- O líder supremo iraniano, ayatolá Ali Khamenei, avisou que, se os EUA atacarem o Irã, o conflito se tornará regional, segundo a mídia estatal.
- A presença naval dos EUA no Oriente Médio foi ampliada, com seis destroyers, um porta-aviões e três navios de combate litorâneos na região.
- Khamenei afirmou que o Irã não inicia ataques, mas responderá firmemente a ataques e assédios.
- Teerã mantém a opção de solução diplomática, dizendo estar aberto a negociações justas que não visem reduzir as capacidades defensivas do país.
- Sobre os protestos desde dezembro, as autoridades falam em 3.117 mortes; o grupo HRANA, com base nos EUA, aponta 6.713 mortes verificadas, números ainda não verificados pela Reuters.
Iran ameaça mergulho regional caso EUA ataquem o país, diz líder supremo
O ayatolá Ali Khamenei afirmou que uma ofensiva dos EUA contra a República Islâmica renderia um conflito regional. A declaração foi divulgada pela imprensa estatal no domingo, em contexto de tensões entre Washington e Teerã.
Segundo a visão de Teerã, os ataques não seriam iniciados por o Irã, mas, se ocorrer, o país responderia com força a qualquer agressão. Nem a República islâmica nem seus aliados buscariam iniciar hostilidades.
A possibilidade de solução diplomática continua sobre a mesa, com Teerã dizendo estar aberto a negociações justas que não comprometam suas defesas. O convite ocorre mesmo diante de divergências com Washington sobre o programa nuclear.
A presença naval dos EUA na região é destacada pela imprensa: o Ministério da Defesa americano informa navios ao redor do Golfo, incluindo seis destróieres, um porta-aviões e três navios de escolta costeira.
Paralelamente, protestos iniciados no fim de 2023 na maior parte do país, inicialmente por dificuldades econômicas, foram descritos por autoridades iranianas como um golpe para derrubar o governo. O saldo oficial de mortes varia entre fontes.
A organização HRANA, com base nos EUA, diz ter verificado números de ao menos 6.713 óbitos. O governo iraniano informa uma contagem oficial de 3.117 mortes associadas aos distúrbios, conforme dados oficiais. A Reuters não pôde confirmar esses números de forma independente.
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