- Alemanha afirma não estar em equidistância entre Estados Unidos e China, mantendo-se mais próxima de Washington, mesmo com tensões recentes.
- O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, diz que os EUA continuam sendo o parceiro mais importante para a Europa e para a Alemanha.
- A Europa depende da proteção dos Estados Unidos para a segurança, segundo Wadephul, apesar de críticas americanas sobre gasto na OTAN.
- A União Europeia planeja ampliar acordos de livre comércio na região Ásia-Pacífico, com países como Malásia, Tailândia, Filipinas e Austrália.
- A reação europeia à posição dos EUA sobre Groenlândia mostra que a Europa pode defender seus interesses definindo linhas vermelhas, segundo o ministro.
Germany reafirma proximidade com EUA frente a tensões com China
Em Cingapura, o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, afirmou nesta segunda-feira que a Alemanha não está em equidistância entre Estados Unidos e China e que seguirá mais próxima de Washington. A declaração ocorreu durante uma palestra organizada pelo International Institute for Strategic Studies.
Wadephul destacou que os EUA continuam sendo o principal parceiro da Alemanha e da Europa em termos de segurança. Ele informou que, apesar de controvérsias que afastam Washington do continente, a dependência europeia de garantias americanas permanece relevante para a defesa regional.
O chanceler deixou claro que a aproximação com Beijing não é prioridade de Berlim e que a estratégia europeia busca equilibrar interesses comerciais com a necessidade de segurança coletiva. O ministro citou a importância de manter relações estáveis com Washington.
Ao comentar as tensões transatlânticas, Wadephul mencionou também a questão da Groenlândia, observando que a resposta europeia unida às reivindicações norte-americanas demonstra capacidade de defender interesses comuns. O tema ganhou destaque após declarações de Washington sobre controle regional.
O ministro ressaltou que a União Europeia trabalha para ampliar acordos comerciais com a região Ásia-Pacífico. Entre os países citados estão Malásia, Tailândia, Filipinas e Austrália, destacando o papel de blocos comerciais como alavanca para regras de livre comércio em um cenário de maior protecionismo.
Contexto político e econômico
Wadephul destacou que a rede de acordos de livre comércio da UE é um pilar estratégico. Segundo ele, a continuidade de negociações rápidas com parceiros da Ásia-Pacífico reforça a autonomia europeia em políticas comerciais e de defesa. As informações são da Reuters.
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