- Chile registrou oficialmente a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, com apoio do Brasil e do México.
- Bachelet tem 73 anos, é pediatra de formação e já foi presidente do Chile em dois mandatos.
- Ela atuou como diretora executiva da ONU Mulheres (2010-2013) e como alta comissária de Direitos Humanos (2018-2022).
- A candidatura foi anunciada pelo presidente Gabriel Boric, em coletiva no Palácio de La Moneda, e ocorre para suceder António Guterres, cujo segundo mandato vai até 31 de dezembro de 2026.
- Em oitenta anos, nenhuma mulher ocupou o cargo máximo da ONU; até hoje, apenas o peruano Javier Pérez de Cuéllar esteve no posto (1982-1991).
O Chile oficializou a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, com apoio do Brasil e do México. A confirmação foi anunciada nesta segunda-feira, 2, pelo presidente chileno, Gabriel Boric, em Santiago.
Bachelet, 73 anos, é pediatra de formação e já liderou o Chile em dois mandatos. Ela também ocupou a diretoria executiva da ONU Mulheres e foi alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. A ex-presidente participa do pleito para suceder António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro de 2026.
O anúncio destaca o apoio regional de Brasil e México, reforçando o interesse latino-americano na liderança da ONU. Bachelet recebeu o aceno público durante a coletiva no Palácio de La Moneda, em que reforçou a responsabilidade da candidatura.
Contexto histórico e alcance regional
Até hoje, em 80 anos, nenhuma mulher ocupou o posto máximo da ONU; o único representante latino-americano a chegar lá foi Javier Pérez de Cuéllar, do Peru, em 1982-1991. A disputa permanece aberta e depende de votações no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral.
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