- Cuba e Estados Unidos estão em comunicação, com troca de mensagens, mas não existe diálogo entre os governos, segundo o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío.
- O presidente Donald Trump disse ter iniciado conversas com autoridades cubanas e avaliou a possibilidade de um acordo.
- Fernández de Cossío afirmou que qualquer diálogo deve ser sério, baseado no direito internacional e na igualdade soberana dos Estados, para uma relação respeitosa.
- Trump assinou decreto que ameaça impor tarifas a países que vendam petróleo a Cuba, sob o argumento de que a ilha representa ameaça à segurança nacional dos EUA.
- O presidente mexicano, que anunciou ajuda humanitária a Cuba, disse também que o México pode deixar de fornecer petróleo à ilha.
Cuba e Estados Unidos estão em comunicação, com troca de mensagens entre os governos, mas não existe um diálogo formal entre as duas nações, afirmou o vice-chanceler cubano Carlos Fernández de Cossío. A declaração foi dada à AFP nesta segunda-feira.
De Cossío explicou que houve intercâmbio de mensagens, mas não houve negociação direta no momento. O diplomata reiterou a disposição de Havana para manter o canal diplomático aberto com Washington, desde que se respeite a soberania cubana.
Contexto e motivações
O presidente americano Donald Trump afirmou, no fim de semana, ter iniciado conversas com autoridades cubanas e avaliou a possibilidade de um acordo. Na segunda, ele reiterou a ideia em entrevista no Salão Oval, em meio a pressões por parte dos EUA após mudanças na relação com a Venezuela.
Medidas e impactos
Trump já suspendeu parte do combustível venezuelano enviado a Cuba e assinou decreto para impor tarifas a países que vendam petróleo à ilha. A Casa Branca descreve Cuba como uma ameaça à segurança nacional. O governo cubano não detalhou respostas a essas medidas.
Declarações de outras autoridades
Nesta segunda-feira, o presidente mexicano anunciou a possibilidade de manter ajuda humanitária a Cuba e discutiu formas de continuar o envio de petróleo ao país. O tema aparece em meio à crise econômica de Cuba, marcada por restrições, apagões e carências.
Causas e cenário econômico
Ao longo de seis anos, Cuba enfrenta grave crise econômica com escassez de produtos, impactos da austeridade e queda de turistas. A combinação de sanções americanas, baixa produtividade e redução do petróleo venezuelano agrava a situação, causando longas interrupções de energia.
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