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Estado e Rubio são processados por ordem que negou vistos a 75 países

Coalizão processa Rubio e o Departamento de Estado para derrubar suspensão de vistos a cidadãos de 75 países, alegando violação de direitos e discriminação

Marco Rubio, secretary of state, at a committee hearing in Washington DC, in January 2026.
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  • Uma coalizão de grupos de imigração, advogados e cidadãos dos EUA entrou com ação federal em Nova York contra Marco Rubio e o Departamento de Estado para contestar a ordem que suspendeu a aprovação de vistos imigrantes para nacionais de 75 países.
  • A ação afirma que a medida derruba décadas de políticas estáveis e é discriminatória, baseada na alegação “demonstravelmente falsa” de que esses viajantes buscariam benefícios públicos.
  • A pausa afeta países como Somália, Haiti, Irã, Eritreia e Cuba, entre outros, sob a justificativa de evitar que imigrantes utilizem assistência pública.
  • Os autores dizem que a suspensão representa quase metade de todas as solicitações de visto imigrante e questionam a validade da justificativa de “public charge” (dependência de benefícios).
  • Entre os réus e beneficiados pela ação estão um médico colombiano com visto EB-1A aprovado cuja solicitação foi suspensa, além de cidadãos norte-americanos separados de familiares com vistos pendentes.

O Departamento de Estado dos EUA e o senador Marco Rubio são alvo de uma ação judicial que busca derrubar uma ordem de suspensão de vistos de imigrante para nationals de 75 países. A ação foi apresentada por uma coalizão de grupos de imigração, advogados e cidadãos norte-americanos em uma corte federal em Nova York. Alega que a medida viola direitos de imigração e é discriminatória.

A ação sustenta que a suspensão desrespeita décadas de políticas estáveis e parte de uma justificativa falsa de que os nacionais dos países cobertos irão buscar benefícios públicos de forma indevida. O anúncio da suspensão foi feito por meio de uma postagem nas redes sociais do Departamento de Estado.

Entre os países citados na ordem estão Somália, Haiti, Irã, Eritreia e Cuba, este último associado às próprias origens familiares de Rubio. O texto de divulgação do governo afirma que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar ônus aos americanos.

A ação cita ainda que a suspensão pode barrar quase metade das solicitações de visto de imigrantes. Além disso, sustenta que a justificativa pública de risco de uso de benefícios é incompatível com a lei de imigração e carece de avaliação individual.

Entre os signatários estão o National Immigration Law Center e o Center for Constitutional Rights. A denúncia também traz casos de pessoas cuja composição familiar ou carreira pode ficar comprometida pela suspensão, incluindo um médico colombiano cuja solicitação EB-1A foi afetada.

Casos de cidadãos norte-americanos afetados pela suspensão também aparecem na ação, com relatos de separação familiar devido à suspensão de vistos. Um casal em Long Island teve a entrevista de visto negada para a esposa, que precisaria de tratamento médico para uma condição rara de sua filha.

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