- Nesta segunda-feira, 2, forças governamentais sírias entraram em Hassaké, reduto curdo, após acordo com Damasco assinado na sexta-feira, 30.
- O pacto prevê integração das Forças Democráticas Sírias ao Exército sírio, dentro de uma divisão de três brigadas, mantendo operações limitadas de segurança interna nas principais cidades da zona curda.
- Mazloum Abdi, chefe das FDS, informou que a implementação começaria hoje e que nenhuma força militar entraria em cidade curda, enquanto toque de recolher foi decretado em Hassaké e deverá ocorrer em Qamichli.
- O acordo também estabelece a entrega ao governo de campos petrolíferos, do aeroporto de Qamichli e de postos de fronteira em até dez dias, com o retorno de deslocados e garantias a direitos civis e educacionais curdos.
- As Forças Governamentais devem chegar ainda ao enclave de Kobane; a ofensiva síria nos três-setores do nordeste já recuperou cerca de oitenta por cento do território, fortalecendo o comando central sobre a região.
O acordo entre as forças governamentais sírias e as autoridades curdas levou à entrada de tropas sírias em Hassaké nesta segunda-feira, 2. A ofensiva ocorre após meses de tensões e combates entre Damasco e o bloco curdo no norte do país.
O anúncio foi feito após o entendimento firmado na sexta-feira, 30. O objetivo é integrar áreas controladas pelos curdos ao governo sírio, sob condições ainda a serem implementadas. A notícia marca um desenlace político relevante para o regime de Damasco.
Mazloum Abdi, chefe das Forças Democráticas Sírias FDS, confirmou que a implementação começa hoje. Uma força de segurança interna limitada entrará em Hassaké e Qamichli, sem deslocar forças militares para áreas curdas.
Toque de recolher foi decretado no centro de Hassaké para assegurar a circulação de moradores. Um segundo toque de recolher está previsto para Qamichli nas próximas horas, segundo autoridades locais.
Marwan al-Ali, novo comandante da Segurança Interna em Hassaké, orientou as tropas a respeitar planos e leis vigentes, assegurando a coordenação com as autoridades da província.
Em 30 de outubro, o ministro da Informação, Hamza Mustafa, indicou que o acordo prevê a devolução de campos petrolíferos e do aeroporto de Qamichli ao governo, em até dez dias, além de controle de fronteiras.
As FDS devem ser incorporadas ao Exército sírio, dentro de uma estrutura de três brigadas. O grupo atuou como força aliada de várias campanhas contra o EI, com apoio internacional, e agora se reorganiza sob o governo de Damasco.
Noenfoque recente, forças governamentais também devem alcançar Kobane, na região de Aleppo, conforme acordo. Kobane, símbolo de vitória curda contra o EI em 2015, permanece cercada por tropas sírias.
Contexto e condições do acordo
Os curdos asseguram direitos nacionais, civis e educacionais, além do retorno de deslocados. Eles manterão governança local com a polícia curda e terão postos de comando no Exército. Combatentes estrangeiros devem deixar o país rumo ao Iraque ou ao Irã.
Desdobramentos na região
A ofensiva do Exército sírio nos três setores nordestinos já permitiu recuperar parcela significativa do território e afrouxar a autonomia curda. O governo busca consolidar autoridade sobre todo o território sírio, com ações adicionais previstas nas próximas semanas.
Próximos passos
As forças do Ministério do Interior devem atuar em duas das três localidades curdas do norte, onde as FDS persistem. A operação visa reorganizar a presença estatal sem ampliar conflitos diretos com a população local.
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