- A fronteira de Rafah, entre Gaza e Egito, reabriu em ambos os sentidos, com cota de até cinquenta movimentos por dia.
- A abertura ocorreu após a chegada da missão europeia de assistência, a Eubam.
- Moradores já podem passar, incluindo cerca de vinte mil pessoas que precisam de cuidados médicos.
- A abertura também permite a entrada dos quinze membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, sob supervisão do Conselho de Paz liderado pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
- A medida integra o plano de Trump para encerrar a guerra iniciada em outubro de dois mil e vinte e três; no sábado anterior, ataques aéreos em Gaza deixaram trinta e dois mortos, segundo a Defesa Civil.
A fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, em Rafah, reabriu nesta segunda-feira em ambos os sentidos, porém com limitação de 50 movimentos por dia. A abertura ocorreu após a chegada da missão europeia Eubam.
Segundo a agência francesa AFP, a passagem está aberta aos moradores para entrada e saída, com a condição de cumprir o teto diário de deslocamentos. No domingo, as forças israelenses já haviam permitido alguma mobilidade.
O anúncio acontece no contexto de esforços para facilitar ajuda humanitária e avançar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, grupo palestino que controla Gaza. A passagem facilita o fluxo de pessoas e de assistência.
Contexto humanitário
Cerca de 20 mil pessoas em Gaza, entre crianças e adultos com necessidades médicas, esperam deixar a região pela passagem de Rafah, enquanto milhares aguardam retorno às suas residências.
Também se espera a entrada de 15 membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela gestão do território durante a transição, sob supervisão do Conselho de Paz presidido por Donald Trump.
A reabertura faz parte de um plano dos EUA para encerrar o conflito que se intensificou desde 7 de outubro de 2023, data do ataque do Hamas a Israel. O objetivo é facilitar a circulação e a entrega de ajuda humanitária.
Contexto de segurança
No sábado, ataques aéreos israelenses deixaram 32 mortos em Gaza, segundo a Defesa Civil local. Israel afirmou estar respondendo a violações do cessar-fogo e ressalvou que as ações visam objetivos militares específicos.
Esses desdobramentos ocorrem em meio a negociações e pressões internacionais para manter a trégua vigente desde 10 de outubro de 2025 e para ampliar acessos humanitários na região.
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