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Fugitivo consegue passaporte e segue para a Europa, segundo Itamaraty e PF

Fugitivo dos ataques de oito de janeiro obtém passaporte no México, viaja à Europa e pede proteção à Espanha, mesmo com mandado de prisão em aberto

Com ousadia, Apolo enganou consulado, embarcou para a Espanha e tenta asilo político
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  • Apolo Carvalho da Silva, réu ligado aos ataques de 8 de janeiro, obteve um novo passaporte no consulado brasileiro no México, em 29 de setembro, mesmo com mandado de prisão em aberto e documentos anteriores já apreendidos.
  • STF determinou, em 2023, que ele ficasse em casa com tornozeleira, não deixasse o país e tivesse passaportes cancelados; o passaporte novo foi emitido sem verificação dessas ordens.
  • O Itamaraty reconheceu falhas no sistema de emissão de documentos e informou que fará revisão de práticas para evitar recorrências; a Polícia Federal também apontou problemas de comunicação entre os órgãos.
  • Apolo embarcou para a Espanha, solicitou proteção internacional em Almería e, se for aceito, poderá ficar sob proteção do governo espanhol; a primeira audiência está marcada para 16 de abril.
  • Segundo apuração, este é mais um episódio de fuga em série: o artista já havia fugido para Argentina, Peru, Colômbia e México, antes de seguir para a Europa.

Um réu fugitivo dos ataques aos Três Poderes de 8 de janeiro conseguiu obter um novo passaporte no México, apesar de mandado de prisão em aberto e de ter documento anterior apreendido. Com o novo documento, ele embarcou para a Europa e pediu proteção internacional à Espanha, que já havia concedido esse benefício a outro investigado.

Apolo Carvalho da Silva, de 28 anos, é investigado por incitação ao crime e associação criminosa. Segundo o portal, falhas no uso dos sistemas do Itamaraty e da Polícia Federal e na comunicação entre ambos permitiram a continuação de sua fuga, além da expedição do novo passaporte. O Itamaraty reconheceu erro e afirmou que houve concessão indevida, com o documento cancelado apenas em 29 de janeiro, após a reportagem.

Em 2024, Apolo integrou-se a outros investigados dos ataques e fugiu para a Argentina, depois passou pelo Peru e pela Colômbia, chegando ao México e, posteriormente, aos EUA, onde houve prisões. Agora, ele vive na Espanha, após ter feito o pedido de proteção internacional em Almería, com audiência prevista para 16 de abril.

Passaporte emitido no México

O novo passaporte foi expedido em 29 de setembro de 2025 pelo consulado mexicano, em substituição ao extraviado. A emissão ocorreu sem que houvesse verificação de mandado de prisão ou de ordens para cancelamento de documentos. O Itamaraty disse que Apolo solicitou urgência, alegou roubo de documentos e apresentou boletim policial.

No México, Apolo permaneceu por alguns meses antes de seguir para a Espanha. Na Espanha, o pedido de proteção internacional foi registrado em Almería; ele deve se apresentar na brigada da Direção Geral de Polícia em Almería no dia 16 de abril. A defesa já indicou que o objetivo é obter o mesmo desfecho de outros casos de asilo político.

Segundo despacho do STF de 2023, havia determinação para que Apolo ficasse em casa com tornozeleira eletrônica, não deixasse o país e entregasse o passaporte, com cancelamento de novos documentos pela PF e pelo Itamaraty. O documento emitido no México não foi informado como anulado até o momento pela instituição brasileira.

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