- A passagem de Rafah entre o Egito e a Faixa de Gaza reabriu nesta segunda-feira em ambos os sentidos, com funcionamento previsto por cerca de seis horas diárias.
- Segundo a agência egípcia AlQahera News, 50 pessoas devem sair do Egito para Gaza e 50 devem entrar de Gaza; no total, 150 moradores deverão deixar Gaza nesta segunda, incluindo 50 que aguardam atendimento médico.
- Do lado de Gaza, 50 pessoas deverão sair para o Egito, e a passagem segue com acesso restrito e autorização prévia de serviços de segurança, além de monitoramento por reconhecimento facial.
- Antes da reabertura, houve um teste no domingo, com pelo menos 200 pacientes esperando autorização para ir ao Egito; milhares de palestinos buscam tratamento médico.
- A União Europeia disse que a reabertura é uma etapa positiva do plano de paz e que a missão civil da UE acompanha a passagem para monitorar as atividades.
A passagem de Rafah entre a Faixa de Gaza e o Egito reabriu nesta segunda-feira, após ficar fechada desde maio de 2024. O acesso está restrito: apenas moradores poderão atravessar, com regras de entrada e saída limitadas por horas.
Segundo a agência egípcia AlQahera News, 50 pessoas deixarão o Egito em direção a Gaza e 50 virão do território. A emissora Kan informa que, no total, 150 moradores deverão deixar Gaza hoje, entre eles 50 para atendimento médico. A fronteira funcionará por cerca de seis horas.
A reabertura ocorre dentro do plano promovido pelo governo dos EUA para encerrar a violência na região. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que a medida é positiva e pode beneficiar pacientes de Gaza, com monitoramento de passagem pela missão civil da UE.
Operação de teste foi realizada neste domingo. Imagens mostraram ambulâncias na fronteira e cerca de 200 pacientes buscando autorização para entrar no Egito. Estima-se que cerca de 20 mil palestinos busquem tratamento médico fora de Gaza.
Para cruzar, é necessária autorização prévia dos serviços de segurança de Israel. O fluxo será monitorado por reconhecimento facial, e pacientes autorizados podem levar dois familiares. Médicos Sem Fronteiras destaca que o procedimento de saída permanece complexo.
Abertura também é vista como esperança para famílias separadas desde o início do conflito. Vários moradores aguardam o retorno, com restrições de bagagem e sem objetos metálicos. A expectativa é que a fronteira facilite a reunião de parentes.
Egito e Jordânia reiteraram oposição a deslocamentos forçados de palestinos para fora de Gaza, em meio a temores de novas operações militares na fronteira. A passagem de Rafah continua sujeita a alterações conforme condições de segurança na região.
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