- Israel reabriu o posto fronteiriço de Rafah, entre Gaza e o Egito, apenas para pedestres, com checagens de segurança e limites no número de viajantes.
- A retomada permite que palestinos deixem a faixa de Gaza e que os que desejam retornar possam voltar, sob restrições.
- O posto já havia sido tomada por Israel em maio de 2024, durante a guerra em Gaza, que vive um cessar-fogo iniciado em outubro.
- Equipes de monitoramento europeias chegaram ao posto, enquanto jornalistas estrangeiros continuam impedidos de entrar em Gaza.
- O fluxo de saída já ocorreu principalmente nos primeiros meses, com milhares buscando tratamento médico fora de Gaza e muitos ainda necessitando de ajuda.
Israel reabriu nesta segunda-feira a passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, apenas para pedestres. O movimento facilita a saída de palestinianos da faixa de Gaza e a volta de quem deseja retornar após fugir da guerra. A travessia permanece com restrições de entrada e saída, sujeita a checagens de segurança.
A abertura ocorreu após meses de controle israelense sobre Rafah, que ganhou importância como rota de evacuação e de assistência médica. O acordo faz parte de fases de um plano mais amplo promovido pelo governo dos EUA para reduzir o conflito entre Israel e Hamas.
Segundo representante de segurança israelense, equipes de monitoramento europeias chegaram ao posto, que está aberto para o deslocamento de residentes, tanto na saída quanto na entrada. O fluxo está limitado por cotas previstas pelos dois países.
Palestinos relatam que milhares fugiram de Gaza desde o início da guerra em 2023; estimativas variam, com muitos buscando assistência médica ou abrigo no Egito. A maior parte do território permanece em condições precárias.
Apesar da abertura de Rafah, o ingresso de jornalistas estrangeiros continua restrito. O governo de Israel sustenta preocupações de segurança que, segundo autoridades, pesariam sobre soldados e operários no terreno.
A Reuters ressalta que, desde o início do conflito, o canal de Rafah também ficou fechado por longos períodos, e outros corredores, como o Philadelphi, foram fechados. Organizações humanitárias ressaltam a urgente necessidade de acesso a Gaza.
O governo de Israel não confirmou a viabilidade de ampliar o fluxo por Rafah no curto prazo. A situação humanitária em Gaza permanece grave, com população vulnerável diante da destruição de infraestrutura e dificuldades de acesso a serviços básicos.
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