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Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica

Fernández vence no primeiro turno com ampla vantagem na Costa Rica e promete copiar estratégias de Nayib Bukele para combater o narcotráfico, assumindo em oito de maio

Laura Fernandez foi eleita a nova presidente da Costa Rica. Foto: MARVIN RECINOS / AFP
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  • Laura Fernández, candidata do Partido Soberano do Povo, foi eleita presidente da Costa Rica no primeiro turno, com 48,3% dos votos, após 94% das urnas apuradas.
  • Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional, ficou em segundo lugar, com 33,3%.
  • Fernández, de 39 anos, disse ser herdeira política do presidente Rodrigo Chaves e assumirá o cargo em 8 de maio.
  • Na campanha, prometeu endurecer a segurança pública, promover reformas no sistema judicial e adotará estratégias semelhantes às de Nayib Bukele, de El Salvador; Bukele ligou para parabenizá-la.
  • Milhares de apoiadores celebraram a vitória; o pleito teve reconhecimento do Tribunal Supremo Eleitoral como exemplar e livre, com eleição de 57 parlamentares também anunciada.

Laura Fernández, candidata de direita, foi eleita presidente da Costa Rica no primeiro turno, neste domingo. A vitória ocorre com ampla vantagem após apuração de 94% dos votos, reforçando o apoio a uma linha dura contra a criminalidade.

Fernández, de 39 anos, do Partido Soberano do Povo, recebeu 48,3% dos votos. Álvaro Ramos, do PLN, foi segundo colocado com 33,3%. A eleição teve atuação marcada pela defesa de segurança pública e combate ao narcotráfico.

A candidata, que já ocupou cargos no governo atual, declarou-se vencedora por meio de telefonema televisionado ao presidente Rodrigo Chaves. Em São José, discursou para apoiadores, destacando a criação da “Terceira República” no país.

Perfil e propostas da vencedora

Fernández enfatizou o compromisso com reformas no sistema judicial e na estrutura estatal. Prometeu endurecer ações de segurança e mencionou a possibilidade de estado de emergência em zonas de conflito, conforme sua campanha.

Ramos reconheceu a derrota e pediu uma oposição construtiva. Disse que apoiaria Fernández quando suas decisões fossem pelo bem do país, e anunciou o papel de vigilância institucional durante a transição.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) afirmou que as eleições foram exemplares, livres e autênticas, reforçando o respeito à tradição democrática costa-riquenha. A presidente foi anunciada para assumir o cargo em 8 de maio.

A Costa Rica elegeu também 57 representantes parlamentares neste pleito. Milhares de apoiadores de Fernández já ocupavam locais públicos para celebrar a vitória, em clima de festa e expectativa pelo futuro governo.

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