- Mais de quatrocentos ex-ministros e ex-altos funcionários europeus assinam uma carta pedindo à UE que freie os “excessos” de Israel e fortaleça uma diplomacia rápida para sustentar a solução de dois Estados.
- Os signatários defendem que a UE imponha responsabilidade, suspenda o Acordo de Associação com Israel e desista de participar da Junta de Paz liderada por Donald Trump, buscando diálogo crítico com Israel.
- Entre os signatários estão Josep Borrell e Margot Wallström, além de Klaus Regling e Alain Le Roy.
- A reabertura do posto fronteiriço de Rafah, com supervisão da missão da UE no terreno, foi saudada pela alta representante da UE para Política Exterior, Kaja Kallas, como avanço concreto de paz.
- A UE mantém contato com Israel sobre outras preocupações, como a proibição de ONG atuando em Gaza, e sinaliza que pode usar medidas adicionais para pressionar por ações mais construtivas.
Mais de 400 ex-altos cargos europeus lançaram uma declaração conjunta pedindo que a UE pressione Israel e retire o que chamam de “excessos” na condução do conflito em Gaza. O grupo também recomenda ampliar a diplomacia rápida e firme.
Os signatários, entre eles Josep Borrell e Margot Wallström, pedem que os Estados-Membros encerrem a participação na Junta de Paz associada a Donald Trump e iniciem um diálogo crítico com Israel para frear ações que afetem a autodeterminação palestina e a solução de dois Estados.
A carta, divulgada no mesmo dia em que Israel autorizou a reabertura do posto fronteiriço de Rafah, aponta que a UE precisa agir de forma mais contundente, inclusive suspendendo o Acordo de Associação com Israel, se não houver avanços.
Rafah: reabertura do posto fronteiriço
Bruxelas saudou a reabertura mínima de Rafah, com atraso de quatro meses, e informou que a missão da UE no local, a EUBAM-Rafah, já está no terreno para supervisionar operações e apoiar guardas palestinos.
Kaja Kallas, alta representante da UE para Política Exterior, destacou a importância do passo como parte do plano de paz e afirmou que a ajuda humanitária a Gaza continua necessária para a reconstrução.
Um porta-voz da UE afirmou que o bloco debate com Israel outras questões, como a restrição de atuação de várias ONG em Gaza, e que acompanha a situação para facilitar o apoio ao registro de organizações.
Para os signatários, as medidas não devem ficar apenas na condenação de ações de Israel e devem incluir respostas mais concretas, com maior pressão diplomática e, se cabível, a suspensão de acordos comerciais.
O conjunto de ex-diplomatas sustenta que a diplomacia da UE precisa ser alinhada aos seus valores e leis internacionais, sob pena de perder credibilidade como facilitadora de paz.
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