- Verdi realizou greve que afeta cerca de 150 empresas de transporte municipais em quase todos os estados, fechando ônibus e bondes na maioria das cidades, incluindo Berlim, Hamburgo e Bremen.
- A greve envolve dezenas de milhares de trabalhadores do transporte, após as negociações com empregadores locais terem emperrado; o sindicato pede turnos mais curtos, pausas maiores e pagamento maior para trabalho noturno e nos fins de semana.
- Em Stuttgart, Karlsruhe e Freiburg, os serviços ficaram paralisados durante todo o dia; a Deutsche Bahn informou que os serviços de S-Bahn e de longa distância em várias cidades continuam_normais, porque esses funcionários não são representados pelo sindicato.
- Os comutadores enfrentaram temperaturas negativas em grande parte do país, buscando alternativas de transporte diante das plataformas vazias.
- A próxima rodada de negociações está marcada para 9 de fevereiro, com o sindicato sinalizando possibilidade de novas ações caso as empresas não apresentem propostas significativas.
Commuters across Germany faced freezing temperatures and empty platforms as tens of thousands of public transport workers walked off the job in a strike called by Verdi. The action, que começou nesta segunda-feira, paralisou ônibus e bondes na maioria das cidades e afeta cerca de 150 empresas municipais de transporte.
A greve envolve a quase totalidade da categoria, representada por Verdi, que reúne quase 100 mil trabalhadores do setor. O objetivo é pressionar autoridades municipais e estaduais por condições de trabalho melhores, com redução de turnos, mais pausas e remuneração maior por trabalho noturno e aos fins de semana.
As negociações entre o sindicato e as entidades patronais entraram em impasse na semana passada. A paralisação é descrita como uma das maiores ações coordenadas no setor de transporte local em anos.
Serviços e impactos
Em Stuttgart, Karlsruhe e Freiburg, os serviços devem permanecer parados durante todo o dia, segundo autoridades sindicais. As temperaturas permaneciam negativas em boa parte do país, agravando o transtorno para quem precisa encontrar meios alternativos de deslocamento.
A Deutsche Bahn informou que, em contrapartida, o tráfego urbano de trens S-Bahn em cidades como Berlim, Hamburgo, Munique e Stuttgart, além de serviços de longa distância, deve ocorrer normalmente na segunda-feira, uma vez que os trabalhadores não são representados pelo Verdi.
Ações sindicais e respostas de empregadores seguiram tensas, com o Verdi acusando as municipais de buscar reduzir benefícios e alongar jornadas. Em Berlin, negociadores do sindicato afirmaram que operadoras querem que trabalhadores arcassem com melhorias, abrindo mão de auxílios, como pagamento por doença.
O próximo ciclo de negociações está marcado para 9 de fevereiro. Líderes sindicais advertiram que novas ações industriais podem ocorrer caso não haja concessões significativas.
Contexto e próximos passos
A greve afeta as operações de transporte de várias cidades alemãs, incluindo Berlim, Hamburgo e Bremen, onde o impacto é mais intenso. O desdobramento envolve mudanças de condições de trabalho, com foco em turnos, pausas e remuneração.
A mobilização, descrita como uma das maiores do setor em anos, ocorre em meio a restrições orçamentárias municipais. A expectativa é de que as partes retomem as negociações para buscar um acordo que reduza a paralisação e restabeleça os serviços.
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