- Rafah, a southern Gaza–Egypt border crossing, reabriu para um número limitado de viajantes a pé após quase um ano de fechamento imposto por Israel. Aproximadamente cinquenta pessoas podem entrar em Gaza e cinquenta podem sair por dia.
- O funcionamento é crucial para pacientes médicos e pessoas que desejam retornar a familiares, além de permitir a saída de pacientes médicos de Gaza, com cerca de vinte mil buscando atendimento urgente.
- Israel controla o lado de Gaza; a União Europeia e autoridades palestinas monitoram a passagem. Jornalistas estrangeiros não têm acesso ao território, mesmo com a reabertura parcial.
- Rafah é a única rota de entrada e saída para a maioria dos mais de dois milhões de habitantes de Gaza; o corredor de Filadélfia fica a 14,5 quilômetros da fronteira com o Egito e historicamente abrigou túneis para contrabando.
- Outras travessias de Gaza incluem Kerem Shalom, que continua operando principalmente para ajuda humanitária e algumas saídas, enquanto Erez permanece fechada desde outubro de 2023.
O posto de Rafah, na fronteira sul de Gaza com o Egito, reabriu nesta segunda-feira para um número limitado de viajantes a pé, após quase um ano de fechamento pelos militares israelenses. A retomada ocorre em meio a uma guerra entre Israel e militantes do Hamas.
A abertura visa facilitar a saída de Gaza para atendimento médico e o retorno de pessoas deslocadas. A decisão envolve autoridades de Israel e do Egito, com supervisão de representantes da União Europeia e da Autoridade Palestina.
Quem pode passar e em que condições
A passagem fica aberta apenas para palestinianos que entram ou saem a pé, mediante aprovações de segurança dos dois países. Segundo fontes, cerca de 50 palestinianos poderão entrar e 50 sair por dia.
Estima-se que milhares de pessoas ainda aguardem para deixar Gaza, incluindo pacientes médicos com tratamento urgente. Diplomatas dizem que as Autoridades israelenses podem permitir mais saídas do que entradas.
Contexto e vigilância
O Rafah fica na fronteira sul de Gaza e conecta o território à península do Sinai. O corredor de Philadelphi, ao sul, já foi utilizado por túneis para contrabando antes da guerra.
No lado de Gaza, o controle é feito por militares israelenses, com monitoramento da UE e da autoridade palestina. A mídia estrangeira sofre restrições desde o início do conflito.
Outras travessias de Gaza
Gaza possui também a travessia Kerem Shalom com Israel, que continua operacional para assistência humanitária e alguns passageiros. A travessia Erez, no norte, permanece fechada desde 7 de outubro de 2023.
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