- Peter Mandelson, conhecido como “o príncipe das trevas”, deixou o Partido Trabalhista britânico após a divulgação de novos documentos de Jeffrey Epstein que mostram uma relação próxima entre eles.
- Os papéis revelam que Epstein lhe emprestou 75 mil dólares e financiou estudos de osteopatia do então namorado, Reinaldo Avila da Silva, com quem Mandelson se casou em 2023.
- Em mensagem de 2009, Mandelson sugere que Epstein intervenha com a banca JPMorgan para pressionar o governo britânico a frear aumento de tributos sobre bonificações, com Epstein propondo “amenazar suavemente”.
- O Labour abriu procedimento disciplinar sobre Mandelson, e o atual líder do partido, Keir Starmer, pediu que ele deixe seu assento na Câmara dos Lordes.
- Mandelson teve papel central na era Blair, ocupou cargos no governo Brown e retornou à política antes de atuar como embaixador no país, cargo que teve de abandonar devido às controvérsias.
Peter Mandelson deixou o Partido Trabalhista após surgirem evidências de vínculos com Jeffrey Epstein, no contexto de novas informações públicas sobre a relação entre o político britânico e o financista.
Os documentos do Departamento de Justiça dos EUA, divulgados no fim de semana, mostram amizade próxima e ajuda mútua entre Mandelson e Epstein. O ex-assessor de Tony Blair se afastou do combate político para preservar o partido.
Entre as revelações, consta um empréstimo de Epstein de 75 mil dólares a Mandelson e apoio financeiro aos estudos de osteopatia de seu então namorado. Mandelson se casou em 2023 com Reinaldo Avila da Silva.
Contexto político
O material de 2009, divulgado pelo Financial Times, aponta que Mandelson sugeriu que Epstein pressionasse o governo britânico para frear uma decisão fiscal favorável aos bancos, em meio à crise de 2008.
O ex-ministro destacou que a conduta fazia parte de uma estratégia para evitar danos ao setor financeiro. O royce de Mandelson é alvo de investigações do Labour e do Parlamento.
O líder Keir Starmer pediu apuração completa sobre as atividades do ex-ministro em governos trabalhistas. Mandelson afirmou que investigaria as acusações e renunciou à filiação para não prejudicar o partido.
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