- Em 2025, a relação energética transatlântica evoluiu de resposta de emergência a um realinhamento estratégico entre EUA e Europa.
- A UE busca eliminar a dependência de gás russo, com regras formais para banir importações de gás russo em fases a partir de 2027.
- Os EUA passaram a ser o principal fornecedor de LNG para a UE, com participação próxima de 60% nos embarques de LNG em 2025.
- A Grécia tornou-se ponto de entrada crucial para LNG dos EUA, com mais de 80% das importações gregas vindas dos EUA em 2025, apoiadas por ativos como o terminal Revythousa.
- As próximas etapas: ampliar infraestrutura de LNG, avançar no Vertical Corridor e harmonizar regulações para fortalecer a integração energética europeia.
A importância estratégica da relação energética transatlântica ganhou contornos mais definidos em 2025, com foco na diversificação do abastecimento europeu. O Sixth Partnership for Transatlactic Energy Cooperation reuniu ministros de energia, autoridades dos EUA e líderes do setor privado em Atenas, em novembro.
O objetivo é além do apoio emergencial: rigorosamente inserir infraestrutura, mercados e investimentos que assegurem a segurança energética europeia por décadas. A China de políticas energéticas já não define o ritmo do relacionamento, mas o que se produz entre as nações.
Contexto e mudanças
A Europa reduziu drasticamente a dependência do gás russo desde 2022, mudando a matriz de importação. Em 2024, os EUA foram o maior fornecedor de LNG para a UE; em 2025, essa participação chegou próximo de 60%.
A estratégia passou a ser estrutural, com a LNG norte-americana estabilizando mercados durante choques de oferta. O objetivo é manter a resiliência diante de pressões externas e manter a coesão da aliança transatlântica.
Papel da Grécia
A Grécia ganhou centralidade nessa reconfiguração, tornando-se ponto de entrada crucial para LNG dos EUA na Europa. Em 2025, mais de 80% das importações gregas vieram de LNG norte-americano, com infraestrutura de Regaseificadores em Revythousa e Alexandroupoli.
O país trabalha para ampliar sua atuação, mirando exploração offshore com companhias como ExxonMobil, Energean e Helleniq Energy. Juntas, as etapas visam começar perfurações no Noroeste do Mar Jônico em 18 meses.
Construção de corredores e regulação
A construção do Vertical Corridor ganha importância para levar gás não russo a até 100 milhões de europeus. A iniciativa envolve Bulgária, Romênia, Hungria, Eslováquia, Moldávia e Ucrânia, com etapas regulatórias e técnicas a serem aceleradas.
Regiões vizinhas também se conectam, com acordos para simplificar licenças, padronizar normas técnicas e reduzir prazos para obras transfronteiriças. A integração econômica EUA-Europa é tratada como segurança estratégica.
Perspectivas e próximos passos
A parceria Atlantic aponta para maior cooperação em LNG, cadeias de hidrogênio e resiliência de redes elétricas. O objetivo é transformar alinhamento político em investimentos concretos, com sinais de longo prazo para o capital privado.
Greece sinaliza continuidade do seu papel de ponte entre regiões e de polo de energia para a Europa. O governo ressalta responsabilidade de manter fornecimento estável durante a transição para fontes renováveis.
Conclusão provisória
A evolução de 2025 é vista como marco de transição: da resposta a choques para um modelo com visão estratégica de longo prazo. 2026 deverá consolidar avanços em projetos de infraestrutura e integração regulatória entre EUA e Europa.
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