- O primeiro-ministro de Greenland, Jens-Frederik Nielsen, alertou que, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha retirado o uso da força, Washington ainda busca controlar a ilha ártica.
- No início do ano, Trump defendeu o controle americano sobre Greenland, citando preocupações de segurança nacional ligadas à Rússia e à China e o impacto na aliança da OTAN.
- Trump recuou das ameaças de uso da força e afirmou ter assegurado amplo acesso dos EUA a Greenland em um acordo com a OTAN, mas os detalhes permanecem obscuros.
- Nielsen disse que a posição sobre Greenland não mudou: a ilha deve ficar ligada aos EUA e ser governada a partir de lá; os EUA continuam buscando caminhos para propriedade e controle.
Greenland espera que Trump continue buscando controle, diz primeiro-ministro Nielsen
COPENHAGEM, 2 de fevereiro – O primeiro-ministro de Greenland, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que, apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter descartado o uso da força, Washington ainda busca, de forma fundamental, controlar a ilha ártica.
Trump havia intensificado no início do ano as falas sobre controle americano, citando motivos de segurança nacional envolvendo Rússia e China e a possível fragilização da aliança na OTAN, segundo Nielsen.
Mais tarde, Trump recuou de ameaças de força e disse ter garantido total acesso dos EUA a Greenland por meio de um acordo com a OTAN, embora detalhes não tenham ficado claros diante do avanço das negociações.
Nielsen enfatizou, em discurso ao parlamento, que a visão sobre Greenland não mudou: o território deveria ficar ligado aos EUA e governado a partir de lá, com a continuidade da busca norte-americana por caminhos de propriedade e controle.
Entre na conversa da comunidade