- O presidente Donald Trump afirmou ter iniciado conversas com autoridades de Havana e que espera chegar a um acordo com Cuba, após a captura de Nicolás Maduro.
- A declaração ocorre em meio à pressão sobre a ilha desde a detenção do ex-governante venezuelano, em três de janeiro, durante ação militar dos EUA na Venezuela.
- Trump disse que Cuba é “uma nação em falência” e que não tem mais o apoio da Venezuela.
- O governo dos EUA já cortou o petróleo venezuelano para Cuba e, na quinta-feira, assinou um decreto que prevê tarifas para países que vendam petróleo a Havana, sob alegação de ameaça à segurança norte-americana.
- O encarregado de negócios dos EUA em Cuba, Mike Hammer, relatou insultos de moradores durante visita a Trinidad, e o Departamento de Estado pediu que as autoridades cubanas cessem atos que atrapalhem o trabalho diplomático.
Donald Trump afirmou neste domingo que iniciou conversas com autoridades de Havana e que espera chegar a um acordo com Cuba. O anúncio ocorre após a detenção do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em meio a uma operação militar norte-americana na Venezuela.
Segundo Trump, as negociações envolvem o governo cubano, com expectativa de avanços. O presidente destacou que Cuba enfrenta dificuldades econômicas agravadas pela ausência de apoio venezuelano.
Trump também mencionou que já cortou o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba e assinou decreto que prevê tarifas sobre países que vendam petróleo a Havana, justificando a medida como reação a uma suposta ameaça.
Conversas entre EUA e Cuba
O governo cubano reagiu, afirmando que as ações de Washington visam pressionar a população. A reação cubana inclui críticas a supostas intervenções norte-americanas e à continuidade do embargo.
O encarregado de negócios dos EUA em Cuba, Mike Hammer, revelou visitas à província de Trinidad, no centro da ilha. Hammer disse ter ouvido insultos de alguns moradores durante a passagem.
Reações e desdobramentos
O Departamento de Estado dos EUA pediu, em publicação oficial, que as autoridades cubanas cessem atos que interfiram no trabalho diplomático. A cobrança envolve denúncias de restrições a funcionários do governo americano.
Vídeos amplamente distribuídos nas redes mostraram visitas de Hammer a Camagüey, com relatos não verificáveis pela AFP de gritos de oposição ao embargo e a ataques ao embargo.
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